Reverbera Comigo

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

E as pérolas continuam....

Por Fernanda Ferreira

E as pérolas continuam...

Numa roda de amigos, uma amiga vira para outra e diz: "vamos à praia, porque meu marido vai ficar trabalhando depois eu retorno para dar um pouquinho de atenção a ele e pegar mais um dinheirinho..."

Por outro lado o marido responde, num tom irônico: "é, alguém tem que trabalhar para sustentar a casa..."

Parece mais uma daquelas brincadeirinhas entre casais, inofensivas e que não representam outra coisa a não a repetição do simples clichê masculino, que idealiza o homem provedor e a mulher submissa.

Contudo, não ficamos por aí não, o diálogo ainda se prolonga e uma mulher se gaba para outra, como conseguiu no início do relacionamento segurar seu marido, e agora com umas bebidinhas a mais na cabeça, confessa a ele o quanto ele foi inocente acreditando que ela era tão pura daquele jeito...

Pois é, literalmente o difícil é mais valorizado, porque ao invés de se sentir lesado ele confessa que se sentiu lisonjeado afinal, sua mulher soube fazer o ritual, e parece que não há nada de banal em querer conquistar as coisas, ainda que essa coisa seja sua futura esposa, mãe dos seus filhos. 


Pára tudo! Mas o que é isso, é assim mesmo a velha máxima da profissão mais antiga do mundo institucionalizada de tal forma que se constituem famílias neste ciclo???

Enquanto mulheres precisarem permanecer nesses rituais de joguinhos amorosos, se fazendo de caça para seus homens, continuarão a criar seus filhos assim e o ciclo jamais terá fim...

Será que há um certo charme nessa rotina frenética, que sinceramente me desanima na arte de seduzir?

Por que a sedução não pode ocorrer naturalmente, precisamos ludibriar o outro para aproximá-lo nos fazendo de troféus prontos para serem conquistados e depois expostos em sua galeria da vitória?

Um pouquinho de religião.

Por  Fernanda Ferreira

Então a religião é isso mesmo?

um alento, com super poderes extraterrestres que lhe tira do sofrimento em dois salmos e te redime dos seus pecados em duas aves marias?

Entrega teu coração a Jesus e tudo se resolverá, o que você fez de errado ele apagará, o que você plantou de ruim ele transformará tua colheita em coisas boas...

Olha, sempre fui a favor da religião porque acredito que existem pessoas sinceras que precisam de um referencial a seguir e desta forma se encontrar no mundo, contudo, o que venho observando nas campanhas institucionais religiosas, é um bando de apelo persuasivo, de salvação, tenha feito o que fez, tenha agido como agiu...

A lei divina é diferente, mas espera aí estamos na terra e devemos nos basear também no livre arbítrio, se não fica muito fácil eu apronto todas, me converto e esta tudo bem, tudo certo, Deus proverá minha salvação...

Mas, e eu? e minha dívida, basta pagar o dízimo, disse certa vez, um pastor em alto e bom som, que Deus terá uma dívida com você...

Que absurdo, subjugam a inteligência alheia, ofertando a redenção a quem apenas aceitar por Ele, que tristeza, quanta ignorância, se até uma criança sabe que seus atos geram consequências e que estas serão devidas, queira você ou não.

Porque ninguém coloca pessoas felizes na tv para falar de suas vitórias e como nunca passaram por dificuldades extremas, porque foram criadas desde pequenas no seio da religião, não talvez, porque isso não dá ibope não e dessa forma, se a vida da pessoa é tão perfeita logo, não vou buscar essa religião não.

Parece que religião boa mesmo, é aquela que te põe a prova na vida, te dá sacrifícios as vezes acima das suas forças, para depois te consolar, mas que Deus mais sádico é este que lhe impõe tanto mal para que sua crença nele seja testada e provada o tempo inteiro?

Não é possível, e ainda há os que se escondem sem qualquer cerimônia atrás de uma religião e gritam aos quatros ventos eu sou isso ou aquilo pode confiar no que lhes digo, meu Deus vai proverá....

É lamentável, ver tanta boa intenção manchada pela ação de tanto charlatão se fazendo passar por homem de Deus na Terra, porta voz direto, se olharmos bem de perto, sujeira veremos que há...

Para restar claro e cristalino, a crítica não é sobre a religião e sua infinita possibilidade de rendição, mas sim contra o que se faz dela, e como a prostituem por um prato de feijão...

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Você vai sair de mim

Por Fernanda Ferreira

Toda vez que ouço a porta se abrindo, teimo em acreditar que pode ser você, e aí me lembro, enlouquecida, que você não tem mais as chaves, nem de casa, e tenho que insistir muito para acreditar, que nem do meu coração mais, é um exercício diário, um trabalho árduo, porém honesto, você vai sair de mim...

A tristeza se instala quando eu vejo até nossa cachorrinha te esperando, levanta as orelhinhas e vai até a porta como se fosse real sua chegada, mas que dó, dela e de mim, porque aqui você não entra mais, porque do meu coração vou te cicatrizar, e as cicatrizes são isso, apenas, marcas que possuem a função de nos fazer lembrar e só...

Lembrar que um dia me senti feliz, do dia em que te fiz feliz, aquele sorriso maroto, aquele sorriso franco, que me encantou naquele segundo olhar que te lancei...

Olha, essa dor vai passar, com fé meu olhar não vai mais ficar vazio no horizonte de lembranças que só me fazem sofrer...

Com sorte, vou esquecer os momentos que me fizeram acreditar que poderia ser meu todo amor que um dia me prometeu...


Velhos domingos

Por Fernanda Ferreira

A memória não me deixa esquecer os velhos domingos embaixo dos lençóis, nosso amanhecer, nosso café da manhã de todas as manhãs...

Tais memórias me pregam falsetes, que coisa, menina, ele não mais voltará, então seja educada dona memória, faça o favor de colocar essas lembranças no arquivo morto, me deixa seguir...

Seguir, pela vida, seguir em busca de um novo amor, daquele que vai me preencher os dias, deixados tão vazios por ele...

Que sacrifício, meu pensamento insiste em trazer você, memórias suas são tão reais e profundas, sorrio do amor que senti, sorrio do quanto me senti amada e privilegiada por ter convivido com você, por ter estado tão presente em tantos momentos que juntos transformávamos em verdadeiros shows, extremamente marcantes...

Simplesmente vivênciados como se não existesse amanhã, como se não houvesse depois, era tudo tão presente, esquecemos que o futuro poderia ser nosso também, essa falta de amanhã, nos deixou descompromissados com o outro, talvez...

Só as memórias, as minhas ao menos, estarão gigantes, sem pudor, gritantes me trazendo lembranças suas...



Sempre Roberto Carlos

Por Fernanda Ferreira

Arrumando suas malas, eis que encontro um canal na tv a cabo com músicas de Roberto Carlos, não, você não esta entendendo o canal se chamou hoje Roberto Carlos, coincidência para marcar ainda mais este momento, tão triste? Quer rompante mais clichê de amor? Existe maior representação de sofrer por amor que esta?

A suavidade de sua voz e a magnitude singela das letras que interpreta penetram profundamente em minha alma e preenchem meu coração.

Não, não chorei, apesar dos olhos insistirem em lacrimejar, chorar copiosamente vou não, este rompante já deixei rolar ontem, e foi dramático e foi artístico, duas horas seguidas de lágrimas, de dor, de lembranças das melhores até as que nos trouxeram ali.

O drama da alma me consome as entranhas me deixa uma estranha, quase que anestesiada, arrumando suas malas, mas não se preocupe, não vou rasgar suas roupas, também não vou cortá-las não...

Organizo, ao ritmo das canções e com todo o sentimento que essas melodias me trazem...

Dobro uma a uma, procuro malas boas, limpo-as, organizo suas meias, suas cuecas, arrumo suas camisas, deixo espaço para os ternos, e agora, acabei...

Venci essa barreira que confesso, procrastinei, com medo de não aguentar, com receio de não suportar a imensa dor sentida que vivenciei...


Mas voltemos as lindas canções, a melodia que embala esse momento, pouco a pouco entram em meus ouvidos como balas que queimam o corpo com seu impacto, tão reais e significativas, tão sentidas e aflitas... 
Me trazem a saudade dos momentos maravilhosos que vivemos, me lembram dos sentimentos que compartilhamos, nossas manhãs de domingos, nossas noites perfeitas, nossas viagens, nossas piadas, ah, as piadas, era impressionante a sintonia de nossos pensamentos, o time sincronizado, tudo era festa, várias risadas, muita alegria...
Sorrisos e mais sorrisos completaram nossas vidas, a comunhão de nosso laço, quanta saudade, quantas lembranças...
E Roberto Carlos, sempre presente, sempre abalando nossas estruturas, sempre embalando nossas histórias, sempre Roberto...   

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Amor de cão

É incrível, mas existem amores que são sensacionais, te preenchem a vida, enchem o coração...
ah, que amor mais maravilhoso é esse amor de cão...
quando chego em casa a festa é certa...
em dias de chuva, tem alegria...
em dias de sol tem emoção...
em dias de frio seu amor me aquece a alma..
nada mais importa vou pra casa, que satisfação...
quando estou feliz brincamos muito...
quando fico triste, não há mais solidão...
quando estou nervosa me acalma, acalente meu coração...
e é pequena minha pichulinha, é minúscula na proporção, mas a tua alegria é imensa e transborda emoção...
raramente se vê nas ruas um mendigo sem um cão, este é seu amigo e não pensa na sua posição...
o status social é o que menos importa, sua conta bancária já não conta para o amor que lhe dará um cão...
esse inestimável, te acompanha onde quer que você vá, sobe ruas te incentiva, te olha nos olhos e te anima
se você estiver limpo ele pula em você, se estiver sujo ele vai inclusive te lamber...
se suas roupas combinam e te olha com amor, se sua moda é brega ele te acompanha com o mesmo orgulho com o qual sempre te seguiu...
e a proteção então, você sente que nada de ruim vai te acontecer, porque ele vai estar lá para te defender,
tem gente rica que lhe deixa até herança, afinal sua maior riqueza em vida foi a companhia de seu cão...e essa tão despretensiosa e imensa não se paga com recompensa, mas sim com mais amor...
a minha até beijo me dá, e o que tenho a reclamar se seu beijo é tão sincero e teu carinho tão intenso...
te amo, Sabrina, que maravilha ter você em minha vida!!!
 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Sorriso de criança

Por Fernanda Ferreira 

Eu já vi bocas saudáveis com dentes perfeitos com sorrisos amarelos, falsos, desdenhantes,
Em contrapartida já vi bocas banguelas, estamparem os sorrisos mais francos, honestos que há...
já vi sorrisos que afirmam o que os olhos teimam em negar...
já vi sorrisos trêmulos, engraçados, angustiados, felizes...
já vi olhos que sorriem antes mesmo dos lábios se pronunciarem...
já vi sorrisos nervosos, tensos, e confesso já os emiti também...
e como não dizer dos sorrisos de criança refletindo o que tudo vê,
renovando nossas esperanças de outros tantos renascer...
aquele sorriso amigo, que se renova ao te ver...
demonstra sem constrangimento a maior alegria e contentamento em rever...
sem conhecer do amor, nem da eloquência com a qual o vestimos...
reflete a essência do sentir e de todo sentido...
sem roteiros, ou escolhas, ou intenções,
o que vê é sincero, genuino, a criança sorri sim, sorrindo, não para te agradar,
ela sorri espontânea, como para externar sua satisfação de viver,
sem por que, ou respostas,
simples sorriso de criança que sem dentes mesmo, quebra qualquer dureza de adulto...
e me faz perceber, a simplicidade da vida, e todo seu resplandecer.

Hoje acordei feliz...

Por Fernanda Ferreira

Hoje acordei feliz, sonhei com você...
sonhei que estávamos agarradinhos, só no chamego de segredinhos...
felizes e como não podia ser?
estávamos realizados, apesar de juntos éramos dois e simplesmente nos complementávamos...
hoje acordei feliz, sorrindo por qualquer besteira,
sentindo-me a própria princesa, que um dia me apelidou...
hoje senti você mais perto, carinhoso e honesto, me entregando todo seu amor...
hoje nós brincamos embaixo dos lençóis e não houve dúvidas, sim, éramos nós...
aqueles mesmos que se conheceram na infância, que cresceram com a convivência e a generosidade do nosso amor...
hoje éramos dois brincando de sermos um, iludindo nosso ser...
hoje seu olhar foi de amigo e daquele leal comigo e com nossa história...
meu amor, quanta lembrança em nossa memória daquilo que construimos em dias que foram só nossos...

Hoje Acordei triste...

Por Fernanda Ferreira
 
Hoje acordei triste, sonhei com você...
acordei sentida, havia uma lágrima que teimou em rolar...
lembrei da minha vida, e do vazio que sinto em nosso lar...
sim, chamo de nosso aquele que já foi nosso recanto, nosso melhor lugar no mundo...
hoje acordei triste, me dei conta que você foi embora e só sombra resta agora, neste quarto, solidão...
sonhei com nossas noites frias e em como a paixão ardia, sem pudor ou restrição...
meu coração restava aquecido por seu terno amor amigo, que me completava a alma...
hoje acordei num lamento, oh, meu Deus quanto sofrimento, sua ausência me causou...
ter seguir em frente, não temer o futuro, viver o presente...
quero seu olhar para mim, me enxergando e decorando cada curva do meu corpo, cada sinal que emito, cada gemido, desvendando todo o meu ser...
ah, onde esta você agora que ignora meu sofrer?

A dor é minha!

Por Fernanda Ferreira
 
Se a dor é minha, eu sinto como quiser...
se quiser chorar eu choro,
se quiser gritar eu grito...
se quiser calar eu vou me calar...
só não quero ficar inerte, não vou me fazer de contente,
quando tudo que sinto é dor
a dor que se demora, aquela que não vai embora e só traz rancor...
perpetua o doer da falta da auto estima, do meu sonhar de menina que não se concretizou...
da minha expectativa criada que você mesmo frustrou...
do lamentar do amor que te entreguei e sem cerimonias você desdenhou...
da vontade que em mim aflora do desejo em continuar amando quem um dia se amou... 

Um quê de mulherzinha...

Por Fernanda Ferreira

Toda mulher, tem no fundo seu lado "mulherzinha"...

E não será essa mais uma daquelas máximas nas quais a mulher é rotulada, como se não houve alternativas?

Mulherzinha, que chora ao assistir um filme água com açúcar e como criança assiste a mesma história várias vezes seguidas.

Mulherzinha, que se comove ao ver um bebê recém nascido, achando a coisa mais linda do mundo...

Mulherzinha, que possui um senso de organização e consegue desempenhar vários papéis ao longo do dia...

Mulherzinha, que capricha no modelito e adora ouvir: "uau, como você esta linda"...

Mulherzinha, que manda no marido e coordena a casa como uma empresa administrando os afazeres, seu / dele / das crianças, que sabe onde tudo esta sempre...

Enfim, mulherzinha, não no sentido pejorativo, mas de maneira carinhosa pela grande mulher que se faz...

Seria bom, se ao invés de sermos taxadas pelo gênero ao qual nascemos ou escolhemos, fôssemos rotuladas como seres humanos, simples assim, contudo, seria utopia demais, afinal, desde que o mundo é mundo, em todas as civilizações, sempre houve assuntos relacionados as concepções de mundo entre mulheres e homens e suas peculiaridades...

Observo, que em nossa sociedade ocidental, brasileira, a necessidade de uniformidade esta enraizada sob nós mesmos, uniformidade em relação ao gênero, não enquanto seres humanos.

Teóricos criaram agora uma nova classificação para mulheres, rotulando-as de "mulher alfa" aquela que é independente, inclusive emocionalmente, haja vista que financeiramente já faz tempo, porém, que assume o interesse em viver uma história de amor, em viver apaixonada, em querer receber carinho, até teste foi lançado para ver se você se enquadra e é óbvio que eu fiz....

Sim, deixei me rotularem de mulher alfa e sabe, não senti o peso, apenas um alento em saber, rs, que posso ser romântica sem perder meus ideais.

Hoje, sinto necessidade de ser acariciada, de ser mimada, de me sentir amparada, protegida.

Sabe quando podendo abrir a embalagem de azeitonas, você pede a seu amado que se esforce por você e abra a embalagem?

Pois é, qual o problema afinal, em aceitar que gostamos, não por necessidade ou imposição, simplesmente por escolha mesmo, gostamos de nos fazer de mulherzinhas?

Não me vejo menos forte, menos independente por isso. Também não me enxergo, tolhida a aceitar paradigmas para me enquadrar neste ou naquele perfil. Ao contrário, acho até ser necessário ser muito "macho" rs para assumir que gostaria de ser a princesa, sim, ao menos de um daqueles contos de fadas.

Divido sim a conta do restaurante, mas gosto quando ele abra a porta do carro para mim, divido sim a conta do casório, mas quero que o pedido de casamento parta dele e seja tão sincero e romântico como nunca se viu, quero me sentir especial, não apenas, porque sei que sou especial e assim me vejo (minha auto estima me permite), mas porque espero uma certa cerimônia, repetir velhos hábitos.

Conversando com algumas amigas, até as mais liberais, encontro nelas todas, aquela menina sonhadora, que foi perpetuada nas estórias infantis, elas não assumem espontâneamente, elas não deixam transparecer para a sociedade, mas no intimo no auge de sua privacidade, elas confessam que aguardam um principe encantado.

Não aquele das estórias apenas, mas aquele capaz de aceitá-las fortes e independentes e ainda assim se esforçam para caber em suas vidas em seus ideais.

Eh, aquele quê de mulherzinha dá muito o que argumentar...
 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A fêmea no pedestal

Por Fernanda Ferreira

Quem nunca viu uma mulher ficando com um homem casado e não atirou a primeira pedra, sem nem ao menos se questionar, se ela sabia ou não do casamento dele?

Não estou aqui defendendo a fêmea colocando-a num pedestal como se fosse inocente completamente, mas não aguardamos, para compreender os fatos, simplesmente nos atemos ao que observamos, e julgamo-os imediatamente, aliás como se fosse um campeonato, no qual, nos dispusemos a ver quem julga mais rápido.

E a vida não é assim, a vida tem sua nuances, tem suas verdades, possui seus encontros e desencontros...

É muito comum, ouvir de uma mulher traída, "quem é essa vagabunda que tirou você de mim?" ou "vou arrebentar essa piranha que fez sua cabeça"...

Calma, minha senhora, não se esqueça, que quem lhe fez juras de amor, esta aí diante de ti, implorando perdão...

Imputar a outra a responsabilidade pelo que lhe foi feito é fácil, aliás, não fosse isso, como poderia acordar pela manhã e dizer que ama uma pessoa que lhe traiu, como ficaria com sua própria consciência sabendo que aceitou e até perdoou? Talvez fosse demais para ela.

Então, penso ser natural achar que a outra é culpada por levar o que é seu, como se fosse seu aquele homem, apenas, porque lhe fez juras de amor, apenas porque disse que lhe pertencia....

Oras, minha querida, alivia, enxerga que no todo o amor era-lhe entregue para sua alma não!

De que vale agora implorar seu perdão, se não honrou o juramento que lhe fez, e de todas as promessas que assumiu a de fidelidade continha a relatividade como cláusula pétrea.  

Por óbvio não esqueçamos daquelas que fazem do outro seu objeto de desejo, e tentam a todo custo, exercer sua arte de sedução para provar a si mesmas e a sociedade o quanto são independentes e valentes, não se deixando abalar...

Não se abalam porque consideram se assumirem tal papel de algozes, sua consciência lhe deixará tranquila, haja vista, que ao se enganarem considerando não sentir a imensa solidão que as migalhas perpetuam, serão mais felizes, assumem então o papel de meretrizes e neste trono se esparramam...

De toda sorte, não posso negar a existência de mulheres sim em busca da curtição, utilizando a traição a outra argumentando assim: - "corna é ela e não eu", imagino, se não será essa a desculpa perfeita, ou sua própria defesa para o crime que não cometeu, que no fim somente a ela acometeu.

Um pouquinho sobre o machismo...

Por Fernanda Ferreira 

Falam tanto sobre como os homens são machistas e o machismo que impera no universo, caramba, me pergunto, quem sempre esteve em casa educando esses homens?

Há quem registre serem os homens todos iguais, que homem enquanto gênero possuem suas necessidades, superiores até a sua vontade ao seu discernimento, mas quanto alento, buscam para justificar a falta de caráter, a ausência de lealdade, e toda essa promiscuidade...

E dessa forma caminhamos, perpetuando velhos clichês, ideias tão arcaicas e demodê, repetem-se em nossa história...

Quem nunca viu uma mulher ficando com um homem casado e não atirou a primeira pedra, sem nem ao menos se questionar, se ela sabia ou não do casamento dele?

Quem nunca enxergou no homem, que emite aquele olhar quarenta e três, uma malícia "engraçadinha"?

Quem tentou justificar tantas escapadas, culpabilizando aquela que no silêncio de sua casa, buscar edificar seu lar?

Por baixo ou por cima a mulher sempre vai ser a culpada...é isso, então a mulher foi julgada culpada e condenada a ser a "vagaba" que sai com homem casado, destruidora de lares, ou a frígida que não busca alternativas para tirar seu casamento da rotina...

Oras, faz favor, né sociedade, que no auge de sua hipocrisia, enaltece o homem mantendo-o no trono do seu machismo, soberano, "natural" e escracha a mulher que se mantém vítima, oprimida, reiterando velhos paradigmas, porque ninguém quer que seu filho - homem - tenha trejeitos femininos, nem sua filha - mulher - tenha características masculinas.

E assim caminha a humanidade, na calada das cidades, deixando o hábito perdurar e fluir...

Sua aversão

Por Fernanda Ferreira

Para você eu entreguei o meu melhor, só o que eu tinha de bom,
eu me esforcei para caber no seu universo, fiz do seu mundo meu lugar ideal,
e por tempos acreditei, ser real, e anos vivi nessa ilusão,
hoje, eu sei, o seu melhor não foi meu, o seu melhor você guardou para alguém que não sou eu,
alguém que não te conheceu, ainda,
o que dói é enxergar a disparidade, entre meu amor e sua vaidade,
que me vê no chão mas não me enxerga, não me favorece,
não crê no meu amor, não se importa com meus sentimentos...
não se aproxima de mim, sua indiferença me massacra,
o pior é que ainda importa para mim seu olhar, sua direção, sua atenção,
sua aversão me sufoca, ainda...

sábado, 23 de novembro de 2013

Escancarar o lamento

 Por Fernanda Ferreira

Quero chorar, mas não aquele choro contido, aquele velado, aquele sentido, que todo adulto faz tão bem,
quero chorar mas é com vontade, é da saudade que volto a sentir,
quero chorar, abrir o berreiro, e como neném, chorar aos gritos, não me importar com isso que podem dizer...
quero expor o meu sofrimento, não me esconder, escancarar o lamento, que você me fez sentir...
quero me mostrar, sem pudor, sem receio, quero testar os amigos verdadeiros, que vão me acolher...
quero gritar a minha verdade, quero que saibam da minha angustia da imensa solidão que me assola e me deixa sofrer...
quero medir o teu compromisso com minha vontade, de estar junto a ti...
quero que saibam que há todo tempo, fiquei ao relento esperando por ti...
quero que saibam das gripes que tive, da febre que ardia, enquanto te implorava a voltar...
quero que saibas da imensa maldade, que a tua vaidade trouxe para mim...
quero que sintas, um terço da dor, que sem temor deixou aqui...
ah, quanta dor, quero sair...
quero voltar e ficar a gritar...eu quero sair...
quero como nunca, quero mais que tudo, eu sinto que vou explodir...
de tanta dor no peito de tanto sofrer quero um alento...
eu preciso sair...
os sentimentos me bastam, a angustia corta a alma, ah, eu quero sair...
com toda minha força, no auge da tua sombra, eu quero chorar...
dizer o quanto doeu, não foi pouco, isso eu garanto...
me tira logo daqui, vou sair pelo mundo, neste desejar profundo eu quero sair...

sábado, 16 de novembro de 2013

Querer é desejar profundo

Por Fernanda Ferreira
 
Querer é melhor que sonhar, o querer é mais complexo, mais significativo, mais concreto, é tudo que me impulsiona, me liberta e me renova...
Querer é desejar profundo, é seguir independente do mundo, e dos reveses que estão por vir...
Querer é saber dos riscos, é seguir a risca o resultado querido, é tudo que te faz sorrir...
Querer é enfrentar seus medos, seus fantasmas, superar seus limites, olhar ao redor e não ficar triste,
Por aquilo que ainda não possui...
Querer é seguir em frente, tropeçando, valente, superando suas limitações...

Paixão que Reverbera

Por Fernanda Ferreira

Se me perguntarem se me arrependo, vou gritar ao vento que arrependimento tenho não!
Se me questionarem se valeu a pena, vou arranhar minha garganta num berro de cinema, um sonoro SIM!
Se me afrontarem com seus porques, vou romper com o mundo e responder - que minha alma plena, nunca pequena me fez correr atrás...
Atrás do que era bonito, daquilo que fazia sentido, e me deixava feliz...
Se me tomarem por sonhadora, bem acordada vou dar a resposta, de que meus sonhos não tem limites, não me lamento, não serei mais uma triste, que só tem maldizer...
Se somente me restarem as marcas do sentir na minh'alma, na imensidão do meu ser, vou desejar profundo, um outro amor neste mundo que me faça reviver...
Reviver com intensidade, sem receios, sem maldade, com tudo que me faz sorrir...
Quero num querer constante, jamais exitante, todo amor que possa me oferecer...
Não quero ficar temerosa, como animal adestrado, restringindo cada passo, com a memória de que vai doer...
Quero mergulhar profundo, ficar com você neste mundo e deixar acontecer...
Quero um amor infante, no qual no linear do instante a gente deixe amadurecer...
Quero um amor bem broto, para no cultivo mútuo possa florescer...
Quero um sorriso sincero, com olhar de mistério por tudo que esta por vir...
Quero a confiança de criança, aquela que se lança nos braços da mãe que sorri...
Quero arder a chama da paixão que reverbera...
Manter em mim  aquela menina sincera, que se entrega e busca viver...
Todos meus momentos, como últimos, todas as pessoas como únicas, todos os meus sonhos como ideais...
Toda minha vida com prazer, todas minhas histórias como reais...

domingo, 10 de novembro de 2013

Os sonhos que sonhei...

Por Fernanda Ferreira

Os sonhos que sonhei me deixaram confiante, acreditei que seria possível realizá-los um a um sem demora.
Acreditei que seguiria em frente, com coragem e determinação...
Dos sonhos que sonhei todos foram reais, todos foram sinceros, todos foram honestos...
Dos sonhos que sonhei todos me fizeram felizes, todos me completaram, todos me deram até o que eu não ousava em querer...até o que eu não acreditava poder...
Até o que eu não achava que poderia ter...dos sonhos que sonhava...
Dos sonhos que sonhei, houve os que me fizeram seguir, houve os que me fizeram mudar, houve os que me fizeram sentir...
Sentir a brisa doce que suave me consolava, o silêncio que confortava meu coração e me deixava ouvir meus pensamentos...
ah, meus pensamentos, se fossem divulgados...chocariam muitas pessoas...aquelas arcaicas, aquelas que me tomam por inocente...que me julgam pelo que não sou...quanta petulância...

Vai menina, desenrola...

Por Fernanda Ferreira

Vai menina, implora...
implora, pelo amor que se perdeu...
vai menina, chora...
chora, pelo que ainda não é seu...
vai menina, sofre...
sofre, pela ausência que te consome....
vai menina, grita...
grita, com o mundo que te esqueceu....
vai menina, reclama...
reclama, o direito que te prometeu...
aquele que jurou te amar...
aquele que negou falhar...
quando as evidências batem a sua porta...
quando as evidências se instalam em sua casa...
quando tudo que se ouve é o silêncio...
quando tudo que se vê é sujo...
quando tudo que se sente é a indiferença...
tenha a santa paciência, vai...
vai menina, desenrola...
desenrola, dessa mesmice que te assola...
rompe com esse ciclo de mansidão...
vai, então segue...

sábado, 13 de julho de 2013

Qual foi a bifurcação que nos distanciou?

Por Fernanda Ferreira

Nas entrelinhas dos olhares que lançamos,
nas verdades que dissemos sem palavras...
nas entrelinhas dos ruídos que forjamos quando raramente nos amavamos...
no subentendido dos toques que não ameaçaram ocorrer...
nas intenções dos lábios que teimaram em não dizer...
nas ausências sentidas do abismo que criamos...
na distância entre a realidade que desenhamos e a que vivemos...
na angustia das meias verdades que criamos para justificar nossos erros...
na sinceridade das lágrimas que rolaram na escuridão do quarto...
na solidão do sono...da insônia... 
do romantismo esperado e sempre renegado...
das atitudes que esperávamos e que não nos permitimos...
das falsetas que criamos e projetamos aos outros e nós mesmos...
por tudo que se perdeu e se criou...
aos prantos hoje indago:
valeu a pena?
qual foi a bifurcação que nos distanciou?
por que seguimos por caminhos tão distantes e tão solitários??

Ainda...

Por Fernanda Ferreira 
Ainda quero ler pra você os poemas que escrevo,
ainda quero mostrar para você minhas conquistas...
ainda quero contar para você meus segredos...Ainda...
ainda tenho medo do que esta por vir...sem você aqui...
quem vai me consolar... quem vai me repreender quando eu falhar...
quem vai sem pretensões me aconselhar...
quem vai me preparar os cafés da manhã e me acordar antes da hora para juntos comemorar...
celebrar o dia que se renova...
celebrar o amor que amadurece...
nossos contos que se emolduram no tempo,
que vestem as roupas que nossos corpos teimam em não mais caber...
porque no passar do tempo, nos abandonamos, deixando de nos olhar...
e nossa visão tão turva não nos deixou ver o quão longe estávamos indo de nós mesmos...
você distante de mim eu distante de ti...cada qual na sua solidão particular, cada qual na sua angustia pessoal...
os sentimentos confusos, ainda teimam em doer, em fazer sentido, em nos fazer sentir...
nossa luta diária para reprimir nossa distância para ofuscar nossa ausência, não foi suficiente.
não nos deu de presente o conforto que tanto pedimos, que juntos imploramos...
ainda sinto seu ainda e saiba que é tão constante e verdadeiro quanto o meu,
porém não é o bastante...que pena!    

Nossas manhãs...

Por Fernanda Ferreira

Os sonhos tem prazo de validade, os ideais são fugazes, as pessoas são rasas....
onde esta aquele todo amor que me prometeu??
onde estão aquelas belas lembranças que me concedeu??
onde esta você quando louca só, me faço latente, implorando sua presença...
te buscando num olhar....ah, que loucura é essa, que busca no vazio dos seus olhos distantes,
um resquício daquele que um dia foi só meu...que um dia me pertenceu...
na superfície do que me oferece agora, devo matar minha sede...saciar meus desejos...
me sentir satisfeita?? NÃO! eu grito, sem receios, sem rodeios...
eu nego suas migalhas, eu não perdoou suas falhas...
agora, não!
sedenta do seu carinho, implorando sua entrega,
chega aqui e me nega, nega que não me quer mais,
nega que não te satisfaz este romper,
que seus lampejos, são apenas insegurança do que esta por vir...
medo do desconhecido recomeço...
recomeço sem mim, recomeço sem a gente...
recomeço sem mais do mesmo, sem nossa cumplicidade, sem nossa sintonia, sem nossa facilidade de agradar ao outro e saciar os rompantes da gente...
cede agora, assume que de tudo vai ficar nossa história, nossos segredos, nossa lembrança, nossas manhãs...

A saída que desenhamos...

Por Fernanda Ferreira

Observando o que passou e onde estamos agora,
não consigo definir exatamente quando se rompeu nosso laço...
confesso, não conseguir precisar nosso desencontro nesse descompasso...
nossa solidão tão doida e profunda...
fico me perguntando em que passo se perdeu nossa trajetória...
permaneço imaginando quando deixei de sentir o calor do teu abraço,
quando deixei de dançar no seu passo...
quando perderam sentido seus afagos...
quando ficamos assim, tão distantes...
confesso, que permaneço no seu compasso...
nele ainda quero dançar...nele ainda quero ficar....
fico buscando respostas que se perdem, ai meus Deus o que fizemos de nossa história??
que final é este tão triste que escrevemos,
que saída foi essa que desenhamos,
tão pequena e resistente,
me deixou de presente, infeliz, a dor que não me quis trazer no início que me prometeu curar no começo...
hoje sem pudor, me ignora, saí porta a fora e me deixa assim,
só, aqui no chão...sentida, sofrida...
me desconheço de fato, me perdi nesse compasso, não consigo mais sintonizar...
olha para isso, estou aqui, isso sou eu, quem diria, esse remedo de gente, sou eu...
agora tão ausente de mim...tão distante de mim...
tão longe da felicidade que um dia me prometeu...



sexta-feira, 21 de junho de 2013

E o vandalismo...

Por Fernanda Ferreira
 
Que o efeito colateral não diminua a magnitude da cura trazida pelo remédio!

Pensei nesta frase justamente assistindo atônita a barbárie causada pelos marginais, bandidos, vagabundos que tentaram ofuscar uma das maiores demonstrações espontâneas de civismo já registradas no Brasil.

Não cri no que as imagens me revelavam, não pode ser, tanta falta de interesse, tanta falta de coletividade, tanta violência enrustida.

É óbvio que foram atos de violência que incitaram o povo a sair as ruas, repudiando-os, deixo claro!

Atos de violência estes cometidos pela população minoritária naquele momento que sussurrava direitos, depois foram atitudes da polícia com suas bombas de efeito moral, balas de borracha, e culminou quando atingiram jornalistas.

Sim, o quarto poder, seus representantes foram atingidos, e como não noticiar isto? E como não repercutir tal notícia exaustivamente, afinal, eram seus pares.

As imagens correram o mundo, a violência feria nosso direito de manifestar nossa indignação, nos oprimia, nos reprimia...

Os estrangeiros ratificaram se tratar de um abuso, de uma contrariedade total a liberdade de expressão e manifestação, e foi o suficiente, agora sim, devidamente indignados, com uma causa não pequena, mas sim de ordem moral, nos fez sair as ruas, nos fez querer mais, nos fez aumentar a voz e prosseguir.

Repito, que dia lindo, 2ª feira dia 17 de junho 2013, nossos filhos aprenderão sobre ele nas escolas, e o que ele representou.

Contudo, os oportunistas se inflaram, os partidários tentaram aparecer e os que não podiam, simplesmente se opuseram, e os delinquentes surgiram, e tentam dia após dia manchar nossa ideologia, nossa disponibilidade de ir as ruas, de lutar numa luta limpa através do argumento por nossos direitos, por nossas convicções.

E os bandidos quebraram, depredaram nosso patrimônio público, nossas empresas particulares, saquearam lojas de pequenos, grandes empresários, todos nós somos vítimas, o que eles não se dão conta é que a conta será de todos nós...

Sim, vândalos, a mediocridade e burrice de vocês os deixa tão cegos que não podem entender que essa conta quem pagará seremos todos nós!

E aquela verba que sobraria poderíamos cobrar, já que o gigante acordou, cobrar para construção de novos hospitais, novas escolas, não, terá que ir agora para reformar e reparar os danos causados por vocês no auge de sua estupidez.  

Represento o temor que a sociedade de bem possui quando se sente insegura e indignada por essa minoria que não me representa! 


O dia depois de ontem...

Por Fernanda Ferreira
 
Hoje o dia nasceu mais satisfeito, mais honrado, mais valorizado...
Ontem, éramos todos pacatos, passivos, sem reação...
ficávamos sim, desmentindo o poeta, "com a bunda exposta na janela para passarem a mão nela",
e passavam, e não uma ou duas vezes, passavam muitas, inúmeras e como se não bastasse, os mais atrevidos ainda davam beliscões, palmadas...

Nossa inércia beirava a inocência...

Há os que se iludiam, nos tinham como bobos apenas, contudo, surpreendendo a todos e a si mesmos,
acordaram, ou melhor acordamos, loucos, enfurecidos, agitados, despertamos de anos de silêncio e passividade para um turbilhão de emoções, de sensações, de desespero.

É como se de um vagão de trem, tivéssemos cochilado e repentinamente num rompante percebemos que estávamos longe, muito longe, de tudo, de nós mesmos, das pessoas que nos cercam e protegem, longe do nosso lar, longe da nossa estação de desembarque...

Achavam os outros e nós mesmos que a tal passividade, era apenas comodismo, era apenas preguiça, porém, mal sabiamos que nos faltavam sim informação, conhecimento...

De toda sorte, é necessário parcimônia, afinal, não fomos educados para pensar, somos alfabetizados para associar palavras e não para formar pensamentos; neste caso, notemos também que nos faltou noção, dimensão do nosso poder, que pequenas ações podem reverter em resultados grandiosos. 

E quando ecoamos que o gigante não esta mais adormecido, mais do que uma mera peça publicitária que permaneceu hibernando em nosso subconsciente, é a consciência se tornando ação do poder que nos pertence.

É a própria solidificação de que o gigante somos nós e que possuímos os recursos necessários ou precisamos aprender como alcançá-los para satisfazer o gigante em sua magnitude, em sua grandeza, que é um País mais justo, leal, do povo para o povo.

Nunca mais haverá um dia depois de ontem e toda sua representatividade e subjetividade, este é o fato!

E agora, Brasil?

Por Fernanda Ferreira

E agora, Brasil?
se não há mais à quem temer...
o que vai fazer? Para onde vai correr?
seu grito rompeu o silêncio de anos de submissão e passividade,
seus passos seguiram marchando de punho erguido e braço forte...
sua voz ecoou nacional e internacionalmente...
e não só palavras de ordem...
clamavam ou melhor, convocavam, intimavam a participação de todos,
pela adesão de todos,

seus valores foram enaltecidos, o povo é forte quando unido...
E agora, Brasil?

E agora, Você?
que saiu as ruas, que acreditou num ideal, que despertou seu gigante,
e agora? a pergunta que nos rodeia, que reverbera se fazendo presente, estando constante.
e agora?
quem serão nossos novos líderes, mostramos nossa força e agora?
demonstramos que existimos, e agora?
nos fizemos visíveis e presentes e integrantes e senhores do nosso direito e poderosos,
e agora?
nos emponderamos do nosso País, do nosso governo, das nossas ruas...
poder este, esquecido pela grande população, encoberto pelos enormes desmandes sociais e políticos,

Sem pudores, fomos ultrajados, massacrados, explorados,
e eis que repentinamente para alguns, por míseros vinte centavos para outros...
Chegou o grito do basta...Basta!

Sim, Basta o poder é o povo!
Sim, o poder emana do povo!
E sim, o poder deve servir aos interesses do povo...
mas a reflexão não pode cessar, e agora, Brasil?

terça-feira, 18 de junho de 2013

Se não fossem as manifestações...

Por Fernanda Ferreira

Ah, se não fossem os vinte centavos...

Se não fosse o aumento inexplicável da passagem do transporte público e ainda com o subsídio do governo, também inexplicável, às empresas de ônibus...

Se não fosse a utilização de recursos públicos na construção de estádios, vulgo arenas, para a realização de jogos para as copas das confederações e mundial, alguns destes, como o Mané Garrincha em Brasília que atenderá há apenas dois ou três jogos e custou mais de um bilhão de reais...

Se não fosse a truculência da polícia na contenção de manifestantes pacíficos que seguiam pelas ruas para pedir a redução da passagem...

Se não fosse a repercussão e manipulação da mídia classificando os manifestantes de baderneiros e ridicularizando suas ações por míseros vinte centavos...

Se não fossem as prisões de pessoas que carregavam vinagre para minimizar as sequelas do gás lacrimogênio lançados pela polícia para dispersar as manifestações... 

Se não fosse o discurso arbitrário do prefeito com a ratificação do governador precipitadamente, ambos, informando que não recuariam na decisão do reajuste...

Se não fosse a repercussão internacional incitando nossa iniciativa e nos motivando a prosseguir...

Ah, se não fosse esse ou aquele motivo...
Estaríamos todos adormecidos, ainda, pacatos, comuns, normais...
o que não era normal, nossa passividade tornou-se agora grito de guerra...

Sim, o gigante não esta mais adormecido!!!

Sim, brasileiro troca status no facebook para...verás que um filho teu não foge a luta...

Que lindo, dia 17 de junho de 2013 que dia mais lindo o povo em todas as grandes capitais saiu e pacificamente tomou as ruas e sem medo gritamos que é nosso, Sim, o Brasil é todo nosso!

Orgulho de ser brasileira!

domingo, 19 de maio de 2013

A vibração da torcida

por Fernanda Ferreira

O futebol é mesmo uma paixão nacional, inegavelmente, porque quando estamos no estádio somos importantes, impulsionamos o time, colorimos a torcida, falamos de amor, sorrimos, choramos, desabamos, gritamos....

Todas as emoções são exacerbadas, todos os sentimentos são demonstrados, é ódio, é alegria, é tristeza, é fantasia, é uma explosão de sensações, não cabe falar em paradóxo ou contradições...é a rivalidade cantada, é a vibração da galera, é no ritmo do coração...

A criança torce, o homem chora, a mulher vibra, a vovó se diverte, assim é a nação apaixonada, a nação da molecada, dos eternos torcedores, que se encantam com o drible, que enaltece o jogador, não esquece aquele lance, enloquece com aquele gol, e nesse momento, ah, nesse momento, tão singular, tão espontâneo, e que se definem os resultados, um perde outro ganha, um sobe outro desce e nessa jogada, até o empate é comemorado...

É inegável a reação é instantânea, tem até torcedor que se estranha...mas isso é reação adversa e para tal atitude não há conversa, afinal, se sonha com a simpatia da torcida, com a alegria de tanta gente que se faz presente na reunião com seus amigos...

Minha alma feminina

Tenho a alma feminina com olhar de menina, aquele que não me deixa ver, a maldade humana, a malícia insana de quem quer ganhar e não sabe o quê...
gosto do meu sorriso sincero que reflete o elo que teimo em criar, sei das pessoas que me rodeiam sinto suas ações e com elas quero ficar....

minha alma feminina tão frágil e menina me faz sensível perceber sua disposição em ganhar meu coração, sem explicar o por quê.
por que ages assim, o que queres de mim, que me deixa tão entregue, sem reservas me pede, sem rodeios me toma me deixando sem receios, destemida me envolvo na justa intensidade da minha alma feminina, da delicadeza do meu ser...

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Um pouquinho de política

por Fernanda Ferreira da Silva

A política brasileira esta passando por uma transformação significativa, afinal, estamos aprendendo,
e em matéria de política somos todos alunos...pessoas engatinhando no caminho da compreensão, compreender talvez, seja o que falta aos nossos eleitores/discentes.

Compreender que o poder esta em suas mãos, em nossas mãos, que no sistema político brasileiro após a promulgação da Constituição Federal de 88, o sufrágio, e é assim que se denomina o voto, é um direito conquistado a trancos e barrancos, mas, nosso...todinho nosso e assim diz o artigo 14:

"A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei..."

Oras, se é um direito, se tal direito é secreto por obrigação, se além de secreto é igual a todos, por que então se vitimizar de um poder que nos pertence?

Não é um tanto quanto neurótico, lançar a eles, os eleitos, todas as culpas do mundo, jogar a eles, os políticos, todas as responsabilidades pela nefastidão que nos rodeia?

Não é?

Ah, então façamos agora o exercício da mea culpa, quem os elegeu afinal?

Quem saiu de casa num domingo, com chuva ou sol, e num sentido cívico, exerceu o direito mais obrigatório que lhe cabe?

Quem, desligou a TV, mudou a estação do rádio na hora do programa da propaganda eleitoral gratuita e obrigatória, porque era chata, mesmo?

Tudo bem, que eles estão lá incorporados num personagem e alucinados nos oferecem o pão e o circo, tudo bem que subjugam nossa inteligência e sem pudor algum, nos tratam como pessoas desprovidas de qualquer resquício de discernimento... tudo bem.

Mas será que para protestar precisamos mesmo nos omitir, e pior permitir que repitam tal atrocidade ano após ano...para quê? em nome do quê?

Se hoje na ilusão de conforto que sua página de rede social lhe proporciona, você replica e vomita indignação pelas atitudes de seus deputados, vereadores e senadores, porque não enxerga também sua responsabilidade direta e objetiva para que ele tenha chegado lá.

O pior não é você votar errado, o pior não é tal candidato te enganar, o pior não é ele chegar lá na câmara, na assembléia, ou no congresso e sucumbir a corrupção do sistema que eles faliram, o pior não é ainda que condenados sejam nomeados coordenadores de comissões x ou y, e assumirem, ainda que sob protestos, inflamados NAS redes sociais...

O pior meu caro, não é isso...o pior, queira você ou não...é saber que a mesma mão que escreve ou compartilha protestos e indignações no conforto de suas páginas de rede social, será aquela que num domingo ensolarado ou chuvoso, repetirá seu voto!

E o repetirá porque não consultou quais projetos de lei seu candidato propôs, em quantas sessões seu candidato compareceu, em quantas votações ele se envolveu a favor de tu, eleitor...

Tu, cidadão o senhor do poder supremo, do sufrágio universal e obrigatório!!!



o sofrer materno...

por Fernanda Ferreira da Silva

Por que as mães sofrem?
é a pergunta que não quer calar...
sofrem porque sabem que seus filhos são pessoas diferentes do que projetavam que seriam?
sofrem porque percebem que o mundo no qual vivem é maior que o quintal de sua casa, e seu alcance no controle de seus passos é impossivel?
sofrem porque querem o bem incondicional a seus rebentos e possuem ciência da maldade da sociedade?
sofrem porque almejam o crescimento saudável de sua cria e percebem que se alimentam sem restrições?
as respostas podem ser subjetivas, contudo, o amor é concreto e incondicional, quando a mãe olha seu filho, lembra de toda sua trajetória, da decisão de ser mãe, do positivo do teste de gravidez, do cuidado com o ventre, da atenção com a alimentação, das dores do parto...
lembram do primeiro olhar, do primeiro choro gritante, daquela lágrima que escorreu quando sentiu seu calor, sua vontade de vida, sua coragem de lutar...
lutar contra a tentação de superproteger, contra a tentação de recolher seu filhinho querido dos males do mundo, sua coragem de entrega-lo na escolinha no primeiro dia, sua vontade de fazê-lo comer melhor, de responder tuas perguntas, de brincar com teus brinquedos e se fazer presente no seu dia, de estar contente com sua alegria...
...de permanecer silente para ouvir suas palavras, as primeiras, tão enroladas, tão certas, que contenta todos ao seu redor, e parece palestra do melhor conferencista, do mais importante especialista, e se faz tão compreensivo, tão importante e sabido de tudo que queria dizer...
ah, que preocupação que nada, o que a mãe tem é uma certeza de que te fez nascer, nascer para ela e para o mundo, num querer egoísta e profundo de expor teu poder...poder de mãe...poder de ser mãe...de gerar tua vida...para se fazer crescer... 
Oh, mães, mamães queridas preocupem-se menos, usufruam mais do amor de seus filhos, do querer de paz...

Sorriso de mãe

por Fernanda Ferreira da Silva

aquele sorriso...
aquele teu sorriso, que me lembra um lar...
que me lembra teu olhar...
aquele olhar, tão sentido quando me deixou na escola pela primeira vez,
foi uma despedida pesada, sentida, mas necessária...
necessária porque era para o meu bem,
assim como aplicar aquele medicamento te fazia chorar, porque meu choro era frequente, assim como aquele corretivo severo era presente para me educar...me fazer uma pessoa melhor...me deixar saber que o mundo não é brinquedo não, e no teu coração cabia o saber que para me fazer crescer era necessário seguir em frente, com vontade, valente...me deixando sentir que seu colo estava ali, estaria sempre lá, como meu lar, pronto para me receber, me acalentar, me acolher sem restrições, me abraçar, ah, naquele olhar...
aquele que sorri e brilha quando vê sua filha crescendo, amadurecer...
aquele olhar que de tanto amor, só vê coisas boas em mim...só enxerga aquela menina que chorando foi entregue em teu colo, como seu maior presente, como seu tesouro, como sua razão de viver...
ah, minha mãe querida, mamis da minha vida, minha mãe amiga, minha mãe tesouro, minha mãe mulher, mãe de todas emoções, do turbilhão de razões, que me fazem querer...querer estar contigo sempre, fazer de você minha rainha, minha diva, meu tesouro, minha razão de vencer, minha razão de viver...infinitamente te amo, minha mãe, meu querer...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Da proliferação das Uni's

por Fernanda Ferreira da Silva

A educação de base no Brasil esta desestruturada, é verdade infelizmente, agora, em razão disto diminuir a abertura de novas universidades responsabilizando a chamada proliferação das Uni's como sendo a causa da deseducação atual, é no mínimo miopia.

Miopia, sim, porque só consegue enxergar um palmo a sua frente e não vê ao longe a causa real de tamanho despreparo dos alunos, o analfabetismo funcional difundido em nossa sociedade como culpa individual é lastimável, porque nem só o professor é responsavel como também nem só o aluno é culpado.

Decerto, deveriamos compreender que a educação escolar e acadêmica é desenvolvida e planejada através de um sistema, tal sistema esta defasado há tempos, por quê? É o questionamento que se faz.

A quem interessa o analfabetismo funcional?
A quem interessa a facilitação da ausência de senso crítico?

É sabido que um sistema educacional competente, faz de seus discentes pessoas críticas, pessoas verdadeiramente racionais, detentoras de um poder ímpar.

Poder este, que determina o nível de crescimento de um País, incentivando a pesquisa, o aprimoramento educacional e por essa razão qualificando seu governo, de tal sorte que consiga cumprir seu dever primeiro, que é retribuir em prol da sociedade todas as expectativas que lhe foram depositadas, como saúde de qualidade, segurança real e finalmente, e não menos importante, uma educação generosa, realmente significativa e capaz de formar cidadãos que conheçam seus direitos, poderes e sobretudo deveres.

O Brasil vive de aparências, parece um paraíso, parece tropical, parece sem violência, parece hospitaleiro, parece educado, parece, parece e parece...parece o palhaço que se maqueia sorrindo, enquanto por dentro esta em frangalhos, sofrendo...

A quem interessa a maquiagem do fim do analfabetismo?

A quem interessa a maquiagem da erradicação da pobreza?

Simples, interessa a quem mantém e perpetua a ideologia da distância, de encarar como risco a abertura de novas universidades, da liberação de cotas afirmativas, de programas como prouni, com base na informação ou desinformação de que as pessoas que foram mal educadas até o momento não merecem fazer parte desse universo acadêmico, por que tal prática defasaria o ensino da graduação.

Ora, se o ensino de base esta ruím, busquemos alternativas para aperfeiçoar o ensino acadêmico, a fim de remediar o efeito, não cheguemos neste ponto e cerramos as portas da graduação porque o aluno não esta preparado.

Isso sim é aviltante, é absurdo!


Nunca é tarde para começar, nunca é tarde para aprender...

Se o ensino da universidade possui um processo educacional competente, assim teremos profissionais, entrados semi alfabetizados, saídos transformados de tal sistema, que gerarão novos trâmites no futuro construíndo uma educação inicial de qualidade, capaz de incutir no discente o prazer pelo pensar, pela reflexão, pelo discernimento.

E discernir é preciso!
Aprender a discernir é fundamental para o amadurecimento da sociedade!

domingo, 5 de maio de 2013

Um pouquinho do bolsa família

por Fernanda Ferreira da Silva

É interessante observar pessoas pseudo cultas tratando do assunto bolsa família como mero plano governalmental, assistencialista, que visa apenas e tão somente manter o povo sobre seu domínio.

Quanta ignorância, senhores "sábios", quanta ignorância!

Imaginar que neste País históricamente opressor, todos possuem oportunidades iguais é menosprezar a realidade e no auge de seu trono burguês, inconsciente, talvez, manter mais do mesmo, para não correr o risco de ter pessoas diferenciadas tão próximas.

Afirmar que tais políticas assertivas são meras escolas que formam pessoas preguiçosas para não dizer verdadeiros vagabundos é impor a generalidade de pensamento que se um faz, todos farão, assim como, todo advogado é sacana, todo político é corrupto, todo policial é bandido...

Não, não são todos, aliás há mais pessoas boas do que más no mundo, porque se não, seriamos todos e aí, meu caro, você também o seria, bandidos, perversos, maus...

Em que pese, pessoas que se aproveitam de cirscuntâncias falhas para tirar proveito, no auge da máxima "do jeitinho brasileiro", a maioria, sim, queira você ou não, utiliza dos parcos recursos disponibilizados pelo governo federal, como meio de subsistência e como forma sim, para sair da miserabilidade a qual nasceram.

Como chegar até a escola e minimamente se empenhar em estudar de barriga vazia, com fome?

Como chegar a ter sonhos se é necessário trabalhar para ter o que comer?

Como pensar em mudar o mundo se o mundo te rejeita e te olha com nojo e distância?

Então, pense bem, os programas governamentais são necessários para retirar da miserabilidade, não aquela pessoa que escolhe ter mais filhos para ganhar mais esmolas do governo, sim para subsidiar pessoas, na maioria vale lembrar, que buscam, sim, o crescimento saudável, a educação como alicerces para um futuro melhor, sem a dependência de programas sociais para sobreviver.

sábado, 6 de abril de 2013

A natureza

por Fernanda Ferreira

Eu olho a natureza, contemplo todo o glamour que ela representa,
eu aprecio a natureza, e enxergo nesta a melhor coisa deixada por Deus,
deliro no esplendor da lua que se apresenta...
no calor do sol que me aquece...
na brisa que me refresca...
eu amo a natureza e fazer parte dela...
fazer parte deste todo me acalenta...
me deixa plena e completa...
eu olho a natureza e sinto uma paz, uma plenitude que me permeia...
me faz querer olhar mais...
a natureza me conforta...me integra num canto próprio...
a natureza me alivia, me deixa pensar...
a natureza com sua magnitude me deixa sem falas, me deixa sem ar....
ah, como sem ar, se quem me fornece ele é justamente ela, a natureza...
olho para o céu e quase não posso crer no que vejo...
as nuvens se movendo...
olho para o mar e desacredito,
bem no infinito... as nuvens e o mar a se tocar...
não acredito, na poesia aqui a se formar...
e com olhar de criança me encanta...
ouço o barulho das ondas e como o canto da sereia me fascina
sem restrições num leve sorriso de menina...me deixo levar....
 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Viola meus ouvidos...

por Fernanda Ferreira

Toda vez que te vejo, relembro...
recordo o desejo de te reencontrar...
lembro nossas travessuras,
nossas ações sem censura...a nos conduzir...
lembro de nossas andanças...como crianças sem nos preocupar...
o mundo fica pequeno e nesse moreno eu quero ficar...
o tempo passa correndo...e sem arrependimentos eu vou me lançar...

lanço olhares intensos...procuro retardar o momento...
sim, eu quero te amar...
você se aproxima, e sem qualquer disciplina...me rouba o ar...
mas que atrevido...com esse olhar bandido...vem me roubar...
rouba minha atenção...rouba meu coração...e diz que vai me matar...
me matar de desejo...me afogar nos seus beijos...me fazer delirar...
então viola meus ouvidos...rouba também meus sentidos...
me deixando sem chão...quero meu equilibrio...mas, não vou negar...
te digo, quero sim...te amar...
pode parecer loucura...que se dane, não quero a cura...
quero apenas te amar...
vem, não se demora...não prolonga meu desespero...
não me faz implorar seus beijos...não me deixa esfriar...

terça-feira, 26 de março de 2013

O papel de vítima...

por Fernanda Ferreira

O papel de vítima não me cai bem...
confesso, que já escolhi esta máscara...
já assumi este personagem...
mas de verdade, não me cai bem...
busquei agradar as pessoas, ser aceita por elas...
razões que justificassem esta escolha não me faltaram...
mas de verdade, não me cai bem...

insistir numa característica que não me pertence traz mais angustia e sofrimento
brigar pelo alento de quem não me ama...
para encontrar a saída de saber quem sou eu...

Aos trinta...

por Fernanda Ferreira

Aos trinta eu me renovei...
me redescobri, me enxerguei...
gostei do que vi, quis chegar mais perto...não exitei...
fiz novas promessas, me superei...
aos trinta eu encontrei o prazer...
aos trinta eu decidi ser eu mesma...
não me esconder...conhecer e aceitar as pessoas como elas são...
não fazer grandes expectativas...
resolvi não temer...
aos trinta quis ser mais firme...aceitar minha posição e me fazer respeitar...
aos trinta segui no maior desafio que a vida me proporcionou...
aos trinta progredi na incansavel busca por mim mesma...

segunda-feira, 25 de março de 2013

Vontade

por Fernanda Ferreira

quando explode a vontade...quando você me invade...deixo tudo acontecer...
tento não permitir...mas já não é possível, estou bem aqui, louca, insaciável por você...

você esnoba minha entrega, estou bem aqui, sinto o calor, sua respiração ofegante, mas não vou resistir, vou ficar bem aqui...
 
a temperança da maturidade me faz resistir, vou conter o ímpeto, bancar a fina e não vou sucumbir, apesar da sua boca, apesar do seu olhar...

quanta confusão, quanta indecisão me faz persistir...




domingo, 24 de março de 2013

Tenho parâmetros

por Fernanda Ferreira

na sociedade hipócrita em que estamos inseridos dizer que não foi o primeiro é ruim, é pesado, mas não se impressione não, muitas vezes as convenções nos fazem viver inverdades...nos fazem ter dúvidas...mas, eu não tenho dúvidas, ter parâmetros me faz ter convicção da opção que fiz, me fez estar segura da escolha que fiz, e se hoje permaneço aqui, firme, inteira, é porque na verdade sei exatamente onde gostaria de estar e de todos que tive o prazer ou o desprazer de conhecer, você foi quem se destacou e quem demonstrou ser sem sombras de dúvidas o melhor, a melhor opção...e podendo comparar, me confirma a certeza de que acertei...de que valeu a pena...

Não me assusta

por Fernanda Ferreira

me entregar não me assusta...aliás, me entregar me liberta...
me envolver não me assusta...afinal, me envolver me completa...
não me incomodo em buscar você, não me importo em insistir por você...
sua rejeição não me assusta...não me importo...tenho medo é da sua dúvida...
da sua indecisão...da sua falta de iniciativa...então, para desse jogo e se joga...
vem, não faz doce...enfrenta as dificuldades, as inseguranças...
vem...

Então nega...

por Fernanda Ferreira

você me cerca...me envolve...me envolve nesse jogo de amor...me diz agora que foi só um rompante??
...nega, agora, que naquele instante...seu coração parou...seu mundo não girou mais leve...nega agora, que não era para sempre...nega agora, que não era contente...nega...tudo que um dia me afirmou...me prometeu...mente assim...sem pudor...mente agora, se te faz feliz...nega o sonho que sonhamos acordados...nega todo o suor derramado naquelas noites inconsequentes que nos amamos...naqueles devaneios que me fez acreditar...nega???...nega, tudo então, se negar te consola, se negar te basta...então, nega...

Para amar

por Fernanda Ferreira

para amar é preciso empenho...
para amar é preciso dedicação...
é necessário um querer verdadeiro, um querer faceiro...
um querer sem mal querer...
honesto, digno...um querer real ...desses que não mede esforço...
que não conta moedas...que vai para cima...que avança...
para amar, um amor verdadeiro...é necessário mais...mais de você para poder cobrar de mim...
mas, se amar é a entrega despretenciosa, então não cabe essa cobrança...não cabe a insegurança de perder...porque o doar-se é genuino...é altruísta...simples assim...
para amar de verdade, é preciso ser sincero...sentir o contentamento de lembrar de mim...
contar as horas para me ver...brigar com as horas porque quando juntos teimam em passar rápidas...aceleram o tempo...limita o momento...nosso momento...
momento de amar...e para amar nesse momento, você não mede esforços de cingir nossos corpos...de me envolver nos lençóis...de me deixar sem ar...me fazer gritar...e me fazer delirar....sem pudor...
agora o tempo é nosso aliado...vai devagar...sente cada vibração do meu corpo...conhece ele...descobre ele...vem, sem medo...segue seu instinto...me mostra o que é amar de verdade...me deixa já com saudade...do seu toque...do seu cheiro...me ama, vem, me ama, vai....