por Fernanda Ferreira da Silva
Por que as mães sofrem?
é a pergunta que não quer calar...
sofrem porque sabem que seus filhos são pessoas diferentes do que projetavam que seriam?
sofrem porque percebem que o mundo no qual vivem é maior que o quintal de sua casa, e seu alcance no controle de seus passos é impossivel?
sofrem porque querem o bem incondicional a seus rebentos e possuem ciência da maldade da sociedade?
sofrem porque almejam o crescimento saudável de sua cria e percebem que se alimentam sem restrições?
as respostas podem ser subjetivas, contudo, o amor é concreto e incondicional, quando a mãe olha seu filho, lembra de toda sua trajetória, da decisão de ser mãe, do positivo do teste de gravidez, do cuidado com o ventre, da atenção com a alimentação, das dores do parto...
lembram do primeiro olhar, do primeiro choro gritante, daquela lágrima que escorreu quando sentiu seu calor, sua vontade de vida, sua coragem de lutar...
lutar contra a tentação de superproteger, contra a tentação de recolher seu filhinho querido dos males do mundo, sua coragem de entrega-lo na escolinha no primeiro dia, sua vontade de fazê-lo comer melhor, de responder tuas perguntas, de brincar com teus brinquedos e se fazer presente no seu dia, de estar contente com sua alegria...
...de permanecer silente para ouvir suas palavras, as primeiras, tão enroladas, tão certas, que contenta todos ao seu redor, e parece palestra do melhor conferencista, do mais importante especialista, e se faz tão compreensivo, tão importante e sabido de tudo que queria dizer...
ah, que preocupação que nada, o que a mãe tem é uma certeza de que te fez nascer, nascer para ela e para o mundo, num querer egoísta e profundo de expor teu poder...poder de mãe...poder de ser mãe...de gerar tua vida...para se fazer crescer...
Oh, mães, mamães queridas preocupem-se menos, usufruam mais do amor de seus filhos, do querer de paz...
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