sábado, 14 de março de 2015
Sobre as manifestações gourmet
Por Fernanda Ferreira
Muito se criticou a elite branca em suas varandas gourmet manifestando-se contra o atual governo.
Interessante, porque segundo o preceito constitucional é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato, nesse caso para que ir as ruas se podem no alto de seus prédios de luxo, sim em suas varandas gourmet gozar seu direito social?
Porque se expor a violência, ao frio, a chuva, se podem lá no conforto de seus ares condicionados expor sua insatisfação contra aquilo que lhes aflinge.
É muito hipócrita para não dizer recalque mesmo criticar alienadamente o direito líquido e certo que eles possuem.
A critica se perdeu quando se falou bem mais sobre o tamanho das varandas e do quão luxuosos eram os apartamentos ao invés de tratar do que realmente importava.
O problema central foi não terem ouvido o pronunciamento da Presidente para que assim tivessem embasamento para justificar suas reivindicações, se é que existem.
Toda manifestação é bem vinda enquanto o pobre quebra estação de trem porque não sabe a quem cobrar sobre a qualidade do serviço e essa prática é justificável haja vista não terem educação que os faça pensar, o mesmo ocorre aos ricos que na segurança de seus apartamentos de alto padrão realizam seus panelaços apagando e acendendo lâmbadas.
O problema não esta no meio esta sim no fim da manifestação, sua finalidade:
Qual é o seu objetivo?
É legítimo?
A quem interessa?
Vai surtir efeito?
Porque senão fica parecendo que ser abastado neste País é crime. E não é, muitos destas pessoas conquistaram seu padrão de vida com trabalho, empregando pessoas, desenvolvendo projetos e o próprio País.
Mas para não perder a piada, imaginar a madame com seu sininho chamando a empregada e pedindo-lhe que traga-lhe uma panela, que ela mesma nem sabe a forma ou cor que possui é engraçado, vai rs.
Muito se criticou a elite branca em suas varandas gourmet manifestando-se contra o atual governo.
Interessante, porque segundo o preceito constitucional é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato, nesse caso para que ir as ruas se podem no alto de seus prédios de luxo, sim em suas varandas gourmet gozar seu direito social?
Porque se expor a violência, ao frio, a chuva, se podem lá no conforto de seus ares condicionados expor sua insatisfação contra aquilo que lhes aflinge.
É muito hipócrita para não dizer recalque mesmo criticar alienadamente o direito líquido e certo que eles possuem.
A critica se perdeu quando se falou bem mais sobre o tamanho das varandas e do quão luxuosos eram os apartamentos ao invés de tratar do que realmente importava.
O problema central foi não terem ouvido o pronunciamento da Presidente para que assim tivessem embasamento para justificar suas reivindicações, se é que existem.
Toda manifestação é bem vinda enquanto o pobre quebra estação de trem porque não sabe a quem cobrar sobre a qualidade do serviço e essa prática é justificável haja vista não terem educação que os faça pensar, o mesmo ocorre aos ricos que na segurança de seus apartamentos de alto padrão realizam seus panelaços apagando e acendendo lâmbadas.
O problema não esta no meio esta sim no fim da manifestação, sua finalidade:
Qual é o seu objetivo?
É legítimo?
A quem interessa?
Vai surtir efeito?
Porque senão fica parecendo que ser abastado neste País é crime. E não é, muitos destas pessoas conquistaram seu padrão de vida com trabalho, empregando pessoas, desenvolvendo projetos e o próprio País.
Mas para não perder a piada, imaginar a madame com seu sininho chamando a empregada e pedindo-lhe que traga-lhe uma panela, que ela mesma nem sabe a forma ou cor que possui é engraçado, vai rs.
Ostracismo?
Por Fernanda Ferreira
Há tempos o País sustenta o PMDB que possui em seu corpo pessoas de bem, contudo muito mais pessoas envolvidas em esquemas e afins, seria só mais uma história comum do nosso dia a dia político bem como o é em grande parte dos partidos do Brasil, com seus jogos de interesse e poder, ganha ganha, pautas vendidas e tal se não fosse por um detalhe dos mais significativos.
Na escala sucessória o PMDB que se articulou baixinho, comendo o migau pelas bordas, aproximando-se só de quem lhe convinha e quando lhe interessava, é hoje o partido que dominará o País em caso de impeachment seja, pela vice presidência Michel Temer, pela presidência da Câmara Eduardo Cunha ou presidência do Senado Renan Calheiros.
Esse processo de ostracismo aplicado a Dilma já há algum tempo vem evidenciando as articulações sordidas de seus manipuladores.
Primeiro a deixam isoladamente, como num kamicaze, tomar decisões impopulares, contrariando e contradizendo tudo o que vendeu na campanha, em seguida vem a público rechaçar todas as propostas como se muito interessados estivessem e por fim dizem seu preço e aprovam sem cerimônia e sem vetos o que antes rebatiam.
Por óbvio que sabemos que o PT e a Presidente nada possuem de ingenuidade, claro que não, mas imaginar uma candidata eleita legitimamente sair por uma mobilização golpista para que no lugar entrem outros com ideologias das mais sórdidas, confesso me arrepia.
Alguém aí já esqueceu quanto de participação política o PMDB manteve durante o mandato do FHC? Se sim, vá se informar.
Exatamente, seja com Deus ou com o Diabo o PMDB estará sempre no meio de quem tem maior representatividade mesmo, quem poderá lhe conceder os melhores cargos políticos, enfim, quem lhe oferecer a janelinha.
E o povo? Ah, o povo que se lasque não sabe votar!
Até quando?
Que medo!
Há tempos o País sustenta o PMDB que possui em seu corpo pessoas de bem, contudo muito mais pessoas envolvidas em esquemas e afins, seria só mais uma história comum do nosso dia a dia político bem como o é em grande parte dos partidos do Brasil, com seus jogos de interesse e poder, ganha ganha, pautas vendidas e tal se não fosse por um detalhe dos mais significativos.
Na escala sucessória o PMDB que se articulou baixinho, comendo o migau pelas bordas, aproximando-se só de quem lhe convinha e quando lhe interessava, é hoje o partido que dominará o País em caso de impeachment seja, pela vice presidência Michel Temer, pela presidência da Câmara Eduardo Cunha ou presidência do Senado Renan Calheiros.
Esse processo de ostracismo aplicado a Dilma já há algum tempo vem evidenciando as articulações sordidas de seus manipuladores.
Primeiro a deixam isoladamente, como num kamicaze, tomar decisões impopulares, contrariando e contradizendo tudo o que vendeu na campanha, em seguida vem a público rechaçar todas as propostas como se muito interessados estivessem e por fim dizem seu preço e aprovam sem cerimônia e sem vetos o que antes rebatiam.
Por óbvio que sabemos que o PT e a Presidente nada possuem de ingenuidade, claro que não, mas imaginar uma candidata eleita legitimamente sair por uma mobilização golpista para que no lugar entrem outros com ideologias das mais sórdidas, confesso me arrepia.
Alguém aí já esqueceu quanto de participação política o PMDB manteve durante o mandato do FHC? Se sim, vá se informar.
Exatamente, seja com Deus ou com o Diabo o PMDB estará sempre no meio de quem tem maior representatividade mesmo, quem poderá lhe conceder os melhores cargos políticos, enfim, quem lhe oferecer a janelinha.
E o povo? Ah, o povo que se lasque não sabe votar!
Até quando?
Que medo!
E aí partiu Paulista dia 15? Pense antes!
Por Fernanda Ferreira
Na boa, tivemos um movimento belissimo em 2013 com as ruas tomadas, bandeiras hasteadas e qual o resultado daquilo?
O objetivo era a redução das tarifas de transportes públicos e depois já não era mais e o grande slogan que ficou foi: "não é só pelos 0,20 centavos".
Bom, de prático obtivemos a atenção de nossos governantes que ficaram com medinho é verdade e recuaram em algumas de suas aberrações legislativas. Em 2015 a figura do passe livre entra em vigor. E este era o objetivo inicial provando que se há uma pauta, uma liderança o clamor social não vira mero eco nacional.
Contudo, de todo aquele levante, de todos aqueles punhos erguidos restaram o desastre da perda de foco, da necessidade de um continuismo militante que se quedou não por falta de vontade popular é bem da verdade, mas pela mera ausência de quem se levantasse e orquestrasse projetos viáveis para uma reestruturação social, política e jurídica. Não houve, não há!
Ao final eram, erámos apenas zumbis transitando atrás de algo que nem sequer tinhamos consciência do que. As entrevistas populares da época confirmam isso e cada qual estava na rua por um interesse próprio.
Os debates em sala de aula cessaram, quiça existiram, o calor das vontades esfriou e pouco a pouco o gigante voltou a adormecer.
As eleições provaram que o gigante deitou em berço esplêndido e lá se alinhou dormindo um soninho de príncipe, afinal, poucas mudanças significativas ocorreram.
Durante as eleições em 2014 nas quais deveriamos colher os resultados do ano anterior, apenas nos restaram desfazer amizades, trocar ofensas, odiar quem nunca vimos na vida pelo simples fato de ter uma opinião divergente da nossa. Foi simplesmente o discurso do ódio, do bem contra o mal, do rico contra o pobre e mais uma vez a maioria zumbi seguiu repetindo e reproduzindo o que nem sequer parou para refletir.
Agora a geral "The Walking Dead" intitulada "elite branca" sairá as ruas gritando "fora Dilma", "Impeachment", "mais segurança", "mais água", "mais educação", "reforma política" blá, blá, blá enfim, confundindo institutos, competências pelo simples fato de não saberem o que é instituto ou competência, sem nem sequer ao menos se inferirem o que de fato querem, do que de fato precisam.
A crise na educação é tamanha que as pessoas simplesmente sairão as ruas, pacificamente é o que se espera, porém mais uma vez cada qual com seu objetivo individual, com seu ideal particular.
E o pior neste momento é que diferente de 2013 quando um grupo de jovens, que ainda não sabiam fazer política mobilizaram multidões agora estamos diante de políticos profissionais, que se elegem e se mantém no poder às custas da ignorância do povo, lambuzando-se do poder emanado por ele sem cerimônia, sem pudor.
E aí meus amigos, veremos cartazes escritos: "não é só pelo impeachment"... Lamentável!
Na boa, tivemos um movimento belissimo em 2013 com as ruas tomadas, bandeiras hasteadas e qual o resultado daquilo?
O objetivo era a redução das tarifas de transportes públicos e depois já não era mais e o grande slogan que ficou foi: "não é só pelos 0,20 centavos".
Bom, de prático obtivemos a atenção de nossos governantes que ficaram com medinho é verdade e recuaram em algumas de suas aberrações legislativas. Em 2015 a figura do passe livre entra em vigor. E este era o objetivo inicial provando que se há uma pauta, uma liderança o clamor social não vira mero eco nacional.
Contudo, de todo aquele levante, de todos aqueles punhos erguidos restaram o desastre da perda de foco, da necessidade de um continuismo militante que se quedou não por falta de vontade popular é bem da verdade, mas pela mera ausência de quem se levantasse e orquestrasse projetos viáveis para uma reestruturação social, política e jurídica. Não houve, não há!
Ao final eram, erámos apenas zumbis transitando atrás de algo que nem sequer tinhamos consciência do que. As entrevistas populares da época confirmam isso e cada qual estava na rua por um interesse próprio.
Os debates em sala de aula cessaram, quiça existiram, o calor das vontades esfriou e pouco a pouco o gigante voltou a adormecer.
As eleições provaram que o gigante deitou em berço esplêndido e lá se alinhou dormindo um soninho de príncipe, afinal, poucas mudanças significativas ocorreram.
Durante as eleições em 2014 nas quais deveriamos colher os resultados do ano anterior, apenas nos restaram desfazer amizades, trocar ofensas, odiar quem nunca vimos na vida pelo simples fato de ter uma opinião divergente da nossa. Foi simplesmente o discurso do ódio, do bem contra o mal, do rico contra o pobre e mais uma vez a maioria zumbi seguiu repetindo e reproduzindo o que nem sequer parou para refletir.
Agora a geral "The Walking Dead" intitulada "elite branca" sairá as ruas gritando "fora Dilma", "Impeachment", "mais segurança", "mais água", "mais educação", "reforma política" blá, blá, blá enfim, confundindo institutos, competências pelo simples fato de não saberem o que é instituto ou competência, sem nem sequer ao menos se inferirem o que de fato querem, do que de fato precisam.
A crise na educação é tamanha que as pessoas simplesmente sairão as ruas, pacificamente é o que se espera, porém mais uma vez cada qual com seu objetivo individual, com seu ideal particular.
E o pior neste momento é que diferente de 2013 quando um grupo de jovens, que ainda não sabiam fazer política mobilizaram multidões agora estamos diante de políticos profissionais, que se elegem e se mantém no poder às custas da ignorância do povo, lambuzando-se do poder emanado por ele sem cerimônia, sem pudor.
E aí meus amigos, veremos cartazes escritos: "não é só pelo impeachment"... Lamentável!
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