Por Fernanda Ferreira
Hoje o dia nasceu mais satisfeito, mais honrado, mais valorizado...
Hoje o dia nasceu mais satisfeito, mais honrado, mais valorizado...
Ontem, éramos todos pacatos, passivos, sem reação...
ficávamos sim, desmentindo o poeta, "com a bunda exposta na janela para passarem a mão nela",
e passavam, e não uma ou duas vezes, passavam muitas, inúmeras e como se não bastasse, os mais atrevidos ainda davam beliscões, palmadas...
Nossa inércia beirava a inocência...
Há os que se iludiam, nos tinham como bobos apenas, contudo, surpreendendo a todos e a si mesmos,
acordaram, ou melhor acordamos, loucos, enfurecidos, agitados, despertamos de anos de silêncio e passividade para um turbilhão de emoções, de sensações, de desespero.
É como se de um vagão de trem, tivéssemos cochilado e repentinamente num rompante percebemos que estávamos longe, muito longe, de tudo, de nós mesmos, das pessoas que nos cercam e protegem, longe do nosso lar, longe da nossa estação de desembarque...
Achavam os outros e nós mesmos que a tal passividade, era apenas comodismo, era apenas preguiça, porém, mal sabiamos que nos faltavam sim informação, conhecimento...
De toda sorte, é necessário parcimônia, afinal, não fomos educados para pensar, somos alfabetizados para associar palavras e não para formar pensamentos; neste caso, notemos também que nos faltou noção, dimensão do nosso poder, que pequenas ações podem reverter em resultados grandiosos.
E quando ecoamos que o gigante não esta mais adormecido, mais do que uma mera peça publicitária que permaneceu hibernando em nosso subconsciente, é a consciência se tornando ação do poder que nos pertence.
É a própria solidificação de que o gigante somos nós e que possuímos os recursos necessários ou precisamos aprender como alcançá-los para satisfazer o gigante em sua magnitude, em sua grandeza, que é um País mais justo, leal, do povo para o povo.
Nunca mais haverá um dia depois de ontem e toda sua representatividade e subjetividade, este é o fato!
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