Reverbera Comigo

domingo, 9 de março de 2014

Ode a Fernanda!

 Por Fernanda Ferreira

Hoje faço 35 anos parabéns para mim, que nasci assim...
desnuda, banguela mas com uma imensa vontade de sobreviver.

hoje é meu aniversário e estou no palco pronta para aparecer...

hoje quero todos os aplausos que você achar que eu possa merecer...

e olha que eu mereço muitos, não por arrogância, mas sim porque fiz de mim a pessoa que desenhei ser...








e sabemos que isso é difícil,  falo da autenticidade para arcar com as consequências das escolhas que optei fazer...

essas tão tensas e complexas fizeram de mim o que imaginei ser...

hoje aos 35 anos me sinto mais mulher, madura,  digna e honesta do que jamais ousei ser...

sou eu, Fernanda bonita, completa e aflita com gana de viver...

viver minha vida inventada nunca antes testada por medo de não pertencer...

não pertencer aquele grupo que há tempos tentei me enquadrar...

hoje  estou eu aqui toda poderosa, lindona, cheirosa, preparada para florescer...

e entrego a mim mesma a vida e tudo que ela possa me oferecer...

hoje meus desejos são prioridades, me dá licença peço passagem para a vida que vou me presentear...

aquela sem temores do risco, sem receio do inesperado aliás, o inesperado me apetece,

sem dúvidas me fascina a surpresa quando esta para acontecer...

hoje acordei deslumbrante,  mulherão,  melhor amante que alguém pode sonhar em ter...

hoje não temerei nenhuma inveja porque sei que meu brilho esta mais irradiante do que nunca  e  iluminará um pouco seu ser...

hoje as vibrações do bem me farão resplandecer...

Reverbera Fefa, a mim tudo o que me pertencer!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Desnuda

Por Fernanda Ferreira

É, sou caçadora sim, e daí?
É, sou valente sim, e daí?
É, sou ousada sim, e daí?
É, sou corajosa sim, e daí?
Não aceito que me tachem por quem não sou, então eis me aqui, te expondo a real,
sou determinada sim, e nada vai alterar meus valores,
quando quero mesmo eu vou lá e pego, simples assim, pronto me pertence.
não importa o tempo que leve para conquistar ou para vivenciar, quando desperta meu desejo, pego fôlego e vou...
se é que você me entende, se sua capacidade assim o permitir...
é, sou verdadeira sim, e daí?
não vou tentar me encaixar no seu mundo isso não me cabe não...
dentre todas as cenas que faço essa não sei fazer, nessa eu não me acho,
esse personagem não orna comigo.
é, sou autentica sim, e daí?
modinhas não me apetecem gosto de guiar a manada, ah, isso eu sei bem...
não espero trajetos, meu caminho eu mesma traço e nesta rota eu me encaixo e vou seguir...
não apago os meus rastros, faço deles minha diretriz para frente, procuro não repeti-los,
daninosas ou não, prefiro as aventuras, a novidade ao conforto da minha zona...
É, eu sou assim, desnuda, maluca, sem medo de viver... sejam experiências novas, repetidas
sem medo de mudar, de recomeçar...

Não vou implorar teu amor...

Por Fernanda Ferreira

Desculpe mas não vou implorar amor, 
amor não se implora, 
amor não é esmola,
não me serve o que resta,
a mim não interessam suas sobras...
quero o completo, o inteiro, o intenso, 
quero o pleno...
as sobras deixe no chão, 
vai, sai daqui, 
volta pro mundão...
desse jeito é fácil abrir mão...
minhas expectativas não são demasiadas, 
o que é isso agora, piada?
sai daqui oferece tua caridade a quem a venera de verdade, porque essa aqui, tá fora!!!

Entre homens e mulheres

Por Fernanda Ferreira

Entre homens e mulheres há uma briga acirrada,
uma disputa rasgada, de quem se sobressai a quem...
eles seguem velhos clichês se escondem nos hábitos enraizados de nossa sociedade machista,
elas, nós (devo me incluir), em busca de novos conceitos, de novas práticas, apesar de repetir cíclicos comportamentos tentam inovar, amar diferente, ser autenticas...
eles nos querem submissas, com a austeridade de suas mães e a safadeza de suas putas.
elas os querem machos, dominantes, cordeirinhos de suas ordens...
tantos conflitos se impõem, tanta distância os consomem...
ele bufa enraivecido, porque ela não fez o que ele quis do jeito que imaginou,
ela chora copiosamente, angustiada com quem ele se deleita...
os homens neste momento transitório se confundem sobre o que começam a gostar, e aquilo que lhes é permitido sentir, expor...
as mulheres ocupando cada vez mais posições de comando, de liderança voltam a querer sentir o acolher de seus homens, que de tão previsíveis se ocultam, se omitem, não se permitem experimentar o singelo e honesto sentir de ser um homem e uma mulher juntos... 
talvez com reiteradas manias e referenciais, talvez não...
o que importa neste momento é o fato de nem todo homem estar preparado para a transição vivida, no qual não há distinção do sentir pelo gênero e sim, pela condição, humana!

A sua boca...

Por Fernanda Ferreira

A sua boca conhece cada detalhe do corpo meu...
meus pés foram lambidos e beijados como doces entregues a uma criança...
minhas coxas sentem ainda a maciez dos seus lábios, 
minhas costas imploram por suas lambidas mais uma vez...
os meus seios enrijecem ao lembrar...
a sua boca descobriu cada curva do meu corpo e pudor não encontrou ali não...
a sua boca sentiu cada sabor meu, e as sensações pulsam ainda...
sua língua macia fez loucuras em mim...
ah, eu deixo assim...ah, eu quero assim...
quantas vezes vou lembrar, quantas vezes vou chamar...
sua boca...

Quando do seu abraço...

Por Fernanda Ferreira

Quando me abraçou, eu percebi, já sabia que estava se despedindo...
pude sentir no olhar que desviou, a distância ali deixada...
Quando seus braços se abriram, notei sua aflição em não me magoar,
não era nada pessoal, era apenas seu hábito, se perpetuando em suas relações,
era apenas seu instinto, tentando deixá-lo livre, para não mais desenvolver seu apego...
quando se aproximou, me fiz de inocente, não queria crer no que se fazia presente...
o adeus que você nunca falou...
quando seu corpo tocou o meu e seu abraço me pertenceu sabia que era último...
sentia ser o derradeiro, mas confesso relutei em aceitar...
que toda aquela sintonia, que toda aquela energia apenas era vulgar...
não que fosse para sempre, não que fosse constante, apenas não queria crer no fim,
não naquele instante, não daquele jeito...
quando você me abraçou senti uma certa piedade da sua parte por me ver naquele dia tão entregue...
e sem a menor chance de viver aquele amor...
a compatibilidade das almas, a entrega da calma tudo aquilo acabou...
quando conseguiu me soltar, estava pago seu agrado, pronto, segue agora, pois, pra você tudo acabou...
passa, segue adiante, vá buscar um novo romance pois, este já se findou...

O seu partir.

Por Fernanda Ferreira

Hoje meus pés amanheceram frios, os seus não estavam lá...
Hoje meus braços amanheceram vazios, os seus não estavam lá...
Hoje minha boca procurou a sua, mas a sua não estava lá...
Hoje meus olhos não queriam abrir, simplesmente para não constatar...
Constatar sua ausência, comprovar sua distância e o vazio que havia no quarto.
O vazio que deixou em minha vida...
Hoje o silêncio se fez presente e ele me incomodou...
Hoje a luz se fez ausente, e confesso não clareou...
Não clareou minha ideias, apenas deixou lastros de memórias nossas...
Apenas me fez enxergar turvamente o quão real é a tua distância...
O seu partir lento, contínuo...