Por Fernanda Ferreira
E as pérolas continuam...
Numa roda de amigos, uma amiga vira para outra e diz: "vamos à praia, porque meu marido vai ficar trabalhando depois eu retorno para dar um pouquinho de atenção a ele e pegar mais um dinheirinho..."
Por outro lado o marido responde, num tom irônico: "é, alguém tem que trabalhar para sustentar a casa..."
Parece mais uma daquelas brincadeirinhas entre casais, inofensivas e que não representam outra coisa a não a repetição do simples clichê masculino, que idealiza o homem provedor e a mulher submissa.
Contudo, não ficamos por aí não, o diálogo ainda se prolonga e uma mulher se gaba para outra, como conseguiu no início do relacionamento segurar seu marido, e agora com umas bebidinhas a mais na cabeça, confessa a ele o quanto ele foi inocente acreditando que ela era tão pura daquele jeito...
Pois é, literalmente o difícil é mais valorizado, porque ao invés de se sentir lesado ele confessa que se sentiu lisonjeado afinal, sua mulher soube fazer o ritual, e parece que não há nada de banal em querer conquistar as coisas, ainda que essa coisa seja sua futura esposa, mãe dos seus filhos.
Pára tudo! Mas o que é isso, é assim mesmo a velha máxima da profissão mais antiga do mundo institucionalizada de tal forma que se constituem famílias neste ciclo???
Enquanto mulheres precisarem permanecer nesses rituais de joguinhos amorosos, se fazendo de caça para seus homens, continuarão a criar seus filhos assim e o ciclo jamais terá fim...
Será que há um certo charme nessa rotina frenética, que sinceramente me desanima na arte de seduzir?
Por que a sedução não pode ocorrer naturalmente, precisamos ludibriar o outro para aproximá-lo nos fazendo de troféus prontos para serem conquistados e depois expostos em sua galeria da vitória?
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Um pouquinho de religião.
Por Fernanda Ferreira
Então a religião é isso mesmo?
um alento, com super poderes extraterrestres que lhe tira do sofrimento em dois salmos e te redime dos seus pecados em duas aves marias?
Entrega teu coração a Jesus e tudo se resolverá, o que você fez de errado ele apagará, o que você plantou de ruim ele transformará tua colheita em coisas boas...
Olha, sempre fui a favor da religião porque acredito que existem pessoas sinceras que precisam de um referencial a seguir e desta forma se encontrar no mundo, contudo, o que venho observando nas campanhas institucionais religiosas, é um bando de apelo persuasivo, de salvação, tenha feito o que fez, tenha agido como agiu...
A lei divina é diferente, mas espera aí estamos na terra e devemos nos basear também no livre arbítrio, se não fica muito fácil eu apronto todas, me converto e esta tudo bem, tudo certo, Deus proverá minha salvação...
Mas, e eu? e minha dívida, basta pagar o dízimo, disse certa vez, um pastor em alto e bom som, que Deus terá uma dívida com você...
Que absurdo, subjugam a inteligência alheia, ofertando a redenção a quem apenas aceitar por Ele, que tristeza, quanta ignorância, se até uma criança sabe que seus atos geram consequências e que estas serão devidas, queira você ou não.
Porque ninguém coloca pessoas felizes na tv para falar de suas vitórias e como nunca passaram por dificuldades extremas, porque foram criadas desde pequenas no seio da religião, não talvez, porque isso não dá ibope não e dessa forma, se a vida da pessoa é tão perfeita logo, não vou buscar essa religião não.
Parece que religião boa mesmo, é aquela que te põe a prova na vida, te dá sacrifícios as vezes acima das suas forças, para depois te consolar, mas que Deus mais sádico é este que lhe impõe tanto mal para que sua crença nele seja testada e provada o tempo inteiro?
Não é possível, e ainda há os que se escondem sem qualquer cerimônia atrás de uma religião e gritam aos quatros ventos eu sou isso ou aquilo pode confiar no que lhes digo, meu Deus vai proverá....
É lamentável, ver tanta boa intenção manchada pela ação de tanto charlatão se fazendo passar por homem de Deus na Terra, porta voz direto, se olharmos bem de perto, sujeira veremos que há...
Para restar claro e cristalino, a crítica não é sobre a religião e sua infinita possibilidade de rendição, mas sim contra o que se faz dela, e como a prostituem por um prato de feijão...
Então a religião é isso mesmo?
um alento, com super poderes extraterrestres que lhe tira do sofrimento em dois salmos e te redime dos seus pecados em duas aves marias?
Entrega teu coração a Jesus e tudo se resolverá, o que você fez de errado ele apagará, o que você plantou de ruim ele transformará tua colheita em coisas boas...
Olha, sempre fui a favor da religião porque acredito que existem pessoas sinceras que precisam de um referencial a seguir e desta forma se encontrar no mundo, contudo, o que venho observando nas campanhas institucionais religiosas, é um bando de apelo persuasivo, de salvação, tenha feito o que fez, tenha agido como agiu...
A lei divina é diferente, mas espera aí estamos na terra e devemos nos basear também no livre arbítrio, se não fica muito fácil eu apronto todas, me converto e esta tudo bem, tudo certo, Deus proverá minha salvação...
Mas, e eu? e minha dívida, basta pagar o dízimo, disse certa vez, um pastor em alto e bom som, que Deus terá uma dívida com você...
Que absurdo, subjugam a inteligência alheia, ofertando a redenção a quem apenas aceitar por Ele, que tristeza, quanta ignorância, se até uma criança sabe que seus atos geram consequências e que estas serão devidas, queira você ou não.
Porque ninguém coloca pessoas felizes na tv para falar de suas vitórias e como nunca passaram por dificuldades extremas, porque foram criadas desde pequenas no seio da religião, não talvez, porque isso não dá ibope não e dessa forma, se a vida da pessoa é tão perfeita logo, não vou buscar essa religião não.
Parece que religião boa mesmo, é aquela que te põe a prova na vida, te dá sacrifícios as vezes acima das suas forças, para depois te consolar, mas que Deus mais sádico é este que lhe impõe tanto mal para que sua crença nele seja testada e provada o tempo inteiro?
Não é possível, e ainda há os que se escondem sem qualquer cerimônia atrás de uma religião e gritam aos quatros ventos eu sou isso ou aquilo pode confiar no que lhes digo, meu Deus vai proverá....
É lamentável, ver tanta boa intenção manchada pela ação de tanto charlatão se fazendo passar por homem de Deus na Terra, porta voz direto, se olharmos bem de perto, sujeira veremos que há...
Para restar claro e cristalino, a crítica não é sobre a religião e sua infinita possibilidade de rendição, mas sim contra o que se faz dela, e como a prostituem por um prato de feijão...
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Você vai sair de mim
Por Fernanda Ferreira
Toda vez que ouço a porta se abrindo, teimo em acreditar que pode ser você, e aí me lembro, enlouquecida, que você não tem mais as chaves, nem de casa, e tenho que insistir muito para acreditar, que nem do meu coração mais, é um exercício diário, um trabalho árduo, porém honesto, você vai sair de mim...
A tristeza se instala quando eu vejo até nossa cachorrinha te esperando, levanta as orelhinhas e vai até a porta como se fosse real sua chegada, mas que dó, dela e de mim, porque aqui você não entra mais, porque do meu coração vou te cicatrizar, e as cicatrizes são isso, apenas, marcas que possuem a função de nos fazer lembrar e só...
Lembrar que um dia me senti feliz, do dia em que te fiz feliz, aquele sorriso maroto, aquele sorriso franco, que me encantou naquele segundo olhar que te lancei...
Olha, essa dor vai passar, com fé meu olhar não vai mais ficar vazio no horizonte de lembranças que só me fazem sofrer...
Com sorte, vou esquecer os momentos que me fizeram acreditar que poderia ser meu todo amor que um dia me prometeu...
Toda vez que ouço a porta se abrindo, teimo em acreditar que pode ser você, e aí me lembro, enlouquecida, que você não tem mais as chaves, nem de casa, e tenho que insistir muito para acreditar, que nem do meu coração mais, é um exercício diário, um trabalho árduo, porém honesto, você vai sair de mim...
A tristeza se instala quando eu vejo até nossa cachorrinha te esperando, levanta as orelhinhas e vai até a porta como se fosse real sua chegada, mas que dó, dela e de mim, porque aqui você não entra mais, porque do meu coração vou te cicatrizar, e as cicatrizes são isso, apenas, marcas que possuem a função de nos fazer lembrar e só...
Lembrar que um dia me senti feliz, do dia em que te fiz feliz, aquele sorriso maroto, aquele sorriso franco, que me encantou naquele segundo olhar que te lancei...
Olha, essa dor vai passar, com fé meu olhar não vai mais ficar vazio no horizonte de lembranças que só me fazem sofrer...
Com sorte, vou esquecer os momentos que me fizeram acreditar que poderia ser meu todo amor que um dia me prometeu...
Velhos domingos
Por Fernanda Ferreira
A
memória não me deixa esquecer os velhos domingos embaixo dos lençóis, nosso amanhecer, nosso café da manhã de todas as manhãs...
Tais memórias me pregam falsetes, que coisa, menina, ele não mais voltará, então seja educada dona memória, faça o favor de colocar essas lembranças no arquivo morto, me deixa seguir...
Seguir, pela vida, seguir em busca de um novo amor, daquele que vai me preencher os dias, deixados tão vazios por ele...
Que sacrifício, meu pensamento insiste em trazer você, memórias suas são tão reais e profundas, sorrio do amor que senti, sorrio do quanto me senti amada e privilegiada por ter convivido com você, por ter estado tão presente em tantos momentos que juntos transformávamos em verdadeiros shows, extremamente marcantes...
Simplesmente vivênciados como se não existesse amanhã, como se não houvesse depois, era tudo tão presente, esquecemos que o futuro poderia ser nosso também, essa falta de amanhã, nos deixou descompromissados com o outro, talvez...
Só as memórias, as minhas ao menos, estarão gigantes, sem pudor, gritantes me trazendo lembranças suas...
Sempre Roberto Carlos
Por Fernanda Ferreira
Arrumando suas malas, eis que encontro um canal na tv a cabo com músicas de Roberto Carlos, não, você não esta entendendo o canal se chamou hoje Roberto Carlos, coincidência para marcar ainda mais este momento, tão triste? Quer rompante mais clichê de amor? Existe maior representação de sofrer por amor que esta?
A suavidade de sua voz e a magnitude singela das letras que interpreta penetram profundamente em minha alma e preenchem meu coração.
Não, não chorei, apesar dos olhos insistirem em lacrimejar, chorar copiosamente vou não, este rompante já deixei rolar ontem, e foi dramático e foi artístico, duas horas seguidas de lágrimas, de dor, de lembranças das melhores até as que nos trouxeram ali.
O drama da alma me consome as entranhas me deixa uma estranha, quase que anestesiada, arrumando suas malas, mas não se preocupe, não vou rasgar suas roupas, também não vou cortá-las não...
Organizo, ao ritmo das canções e com todo o sentimento que essas melodias me trazem...
Dobro uma a uma, procuro malas boas, limpo-as, organizo suas meias, suas cuecas, arrumo suas camisas, deixo espaço para os ternos, e agora, acabei...
Venci essa barreira que confesso, procrastinei, com medo de não aguentar, com receio de não suportar a imensa dor sentida que vivenciei...
Arrumando suas malas, eis que encontro um canal na tv a cabo com músicas de Roberto Carlos, não, você não esta entendendo o canal se chamou hoje Roberto Carlos, coincidência para marcar ainda mais este momento, tão triste? Quer rompante mais clichê de amor? Existe maior representação de sofrer por amor que esta?
A suavidade de sua voz e a magnitude singela das letras que interpreta penetram profundamente em minha alma e preenchem meu coração.
Não, não chorei, apesar dos olhos insistirem em lacrimejar, chorar copiosamente vou não, este rompante já deixei rolar ontem, e foi dramático e foi artístico, duas horas seguidas de lágrimas, de dor, de lembranças das melhores até as que nos trouxeram ali.
O drama da alma me consome as entranhas me deixa uma estranha, quase que anestesiada, arrumando suas malas, mas não se preocupe, não vou rasgar suas roupas, também não vou cortá-las não...
Organizo, ao ritmo das canções e com todo o sentimento que essas melodias me trazem...
Dobro uma a uma, procuro malas boas, limpo-as, organizo suas meias, suas cuecas, arrumo suas camisas, deixo espaço para os ternos, e agora, acabei...
Venci essa barreira que confesso, procrastinei, com medo de não aguentar, com receio de não suportar a imensa dor sentida que vivenciei...
Mas voltemos as lindas canções, a melodia que embala esse momento, pouco a pouco entram em meus ouvidos como balas que queimam o corpo com seu
impacto, tão reais e significativas, tão sentidas e aflitas...
Me trazem a saudade dos momentos maravilhosos que vivemos, me lembram dos sentimentos que compartilhamos, nossas manhãs de domingos, nossas noites perfeitas, nossas viagens, nossas piadas, ah, as piadas, era impressionante a sintonia de nossos pensamentos, o time sincronizado, tudo era festa, várias risadas, muita alegria...
Sorrisos e mais sorrisos completaram nossas vidas, a comunhão de nosso laço, quanta saudade, quantas lembranças...
E Roberto Carlos, sempre presente, sempre abalando nossas estruturas, sempre embalando nossas histórias, sempre Roberto...
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Amor de cão
É incrível, mas existem amores que são sensacionais, te preenchem a vida, enchem o coração...
ah, que amor mais maravilhoso é esse amor de cão...
quando chego em casa a festa é certa...
em dias de chuva, tem alegria...
em dias de sol tem emoção...
em dias de frio seu amor me aquece a alma..
nada mais importa vou pra casa, que satisfação...
quando estou feliz brincamos muito...
quando fico triste, não há mais solidão...
quando estou nervosa me acalma, acalente meu coração...
e é pequena minha pichulinha, é minúscula na proporção, mas a tua alegria é imensa e transborda emoção...
raramente se vê nas ruas um mendigo sem um cão, este é seu amigo e não pensa na sua posição...
o status social é o que menos importa, sua conta bancária já não conta para o amor que lhe dará um cão...
esse inestimável, te acompanha onde quer que você vá, sobe ruas te incentiva, te olha nos olhos e te anima
se você estiver limpo ele pula em você, se estiver sujo ele vai inclusive te lamber...
se suas roupas combinam e te olha com amor, se sua moda é brega ele te acompanha com o mesmo orgulho com o qual sempre te seguiu...
e a proteção então, você sente que nada de ruim vai te acontecer, porque ele vai estar lá para te defender,
tem gente rica que lhe deixa até herança, afinal sua maior riqueza em vida foi a companhia de seu cão...e essa tão despretensiosa e imensa não se paga com recompensa, mas sim com mais amor...
a minha até beijo me dá, e o que tenho a reclamar se seu beijo é tão sincero e teu carinho tão intenso...
te amo, Sabrina, que maravilha ter você em minha vida!!!
ah, que amor mais maravilhoso é esse amor de cão...
quando chego em casa a festa é certa...
em dias de chuva, tem alegria...
em dias de sol tem emoção...
em dias de frio seu amor me aquece a alma..
nada mais importa vou pra casa, que satisfação...
quando estou feliz brincamos muito...
quando fico triste, não há mais solidão...
quando estou nervosa me acalma, acalente meu coração...
e é pequena minha pichulinha, é minúscula na proporção, mas a tua alegria é imensa e transborda emoção...
raramente se vê nas ruas um mendigo sem um cão, este é seu amigo e não pensa na sua posição...
o status social é o que menos importa, sua conta bancária já não conta para o amor que lhe dará um cão...
esse inestimável, te acompanha onde quer que você vá, sobe ruas te incentiva, te olha nos olhos e te anima
se você estiver limpo ele pula em você, se estiver sujo ele vai inclusive te lamber...
se suas roupas combinam e te olha com amor, se sua moda é brega ele te acompanha com o mesmo orgulho com o qual sempre te seguiu...
e a proteção então, você sente que nada de ruim vai te acontecer, porque ele vai estar lá para te defender,
tem gente rica que lhe deixa até herança, afinal sua maior riqueza em vida foi a companhia de seu cão...e essa tão despretensiosa e imensa não se paga com recompensa, mas sim com mais amor...
a minha até beijo me dá, e o que tenho a reclamar se seu beijo é tão sincero e teu carinho tão intenso...
te amo, Sabrina, que maravilha ter você em minha vida!!!
sábado, 21 de dezembro de 2013
Sorriso de criança
Por Fernanda Ferreira
Eu já vi bocas saudáveis com dentes perfeitos com sorrisos amarelos, falsos, desdenhantes,
Em contrapartida já vi bocas banguelas, estamparem os sorrisos mais francos, honestos que há...
já vi sorrisos que afirmam o que os olhos teimam em negar...
já vi sorrisos trêmulos, engraçados, angustiados, felizes...
já vi olhos que sorriem antes mesmo dos lábios se pronunciarem...
já vi sorrisos nervosos, tensos, e confesso já os emiti também...
e como não dizer dos sorrisos de criança refletindo o que tudo vê,
renovando nossas esperanças de outros tantos renascer...
aquele sorriso amigo, que se renova ao te ver...
demonstra sem constrangimento a maior alegria e contentamento em rever...
sem conhecer do amor, nem da eloquência com a qual o vestimos...
reflete a essência do sentir e de todo sentido...
sem roteiros, ou escolhas, ou intenções,
o que vê é sincero, genuino, a criança sorri sim, sorrindo, não para te agradar,
ela sorri espontânea, como para externar sua satisfação de viver,
sem por que, ou respostas,
simples sorriso de criança que sem dentes mesmo, quebra qualquer dureza de adulto...
e me faz perceber, a simplicidade da vida, e todo seu resplandecer.
Eu já vi bocas saudáveis com dentes perfeitos com sorrisos amarelos, falsos, desdenhantes,
Em contrapartida já vi bocas banguelas, estamparem os sorrisos mais francos, honestos que há...
já vi sorrisos que afirmam o que os olhos teimam em negar...
já vi sorrisos trêmulos, engraçados, angustiados, felizes...
já vi olhos que sorriem antes mesmo dos lábios se pronunciarem...
já vi sorrisos nervosos, tensos, e confesso já os emiti também...
e como não dizer dos sorrisos de criança refletindo o que tudo vê,
renovando nossas esperanças de outros tantos renascer...
aquele sorriso amigo, que se renova ao te ver...
demonstra sem constrangimento a maior alegria e contentamento em rever...
sem conhecer do amor, nem da eloquência com a qual o vestimos...
reflete a essência do sentir e de todo sentido...
sem roteiros, ou escolhas, ou intenções,
o que vê é sincero, genuino, a criança sorri sim, sorrindo, não para te agradar,
ela sorri espontânea, como para externar sua satisfação de viver,
sem por que, ou respostas,
simples sorriso de criança que sem dentes mesmo, quebra qualquer dureza de adulto...
e me faz perceber, a simplicidade da vida, e todo seu resplandecer.
Hoje acordei feliz...
Por Fernanda Ferreira
Hoje acordei feliz, sonhei com você...
sonhei que estávamos agarradinhos, só no chamego de segredinhos...
felizes e como não podia ser?
estávamos realizados, apesar de juntos éramos dois e simplesmente nos complementávamos...
hoje acordei feliz, sorrindo por qualquer besteira,
sentindo-me a própria princesa, que um dia me apelidou...
hoje senti você mais perto, carinhoso e honesto, me entregando todo seu amor...
hoje nós brincamos embaixo dos lençóis e não houve dúvidas, sim, éramos nós...
aqueles mesmos que se conheceram na infância, que cresceram com a convivência e a generosidade do nosso amor...
hoje éramos dois brincando de sermos um, iludindo nosso ser...
hoje seu olhar foi de amigo e daquele leal comigo e com nossa história...
meu amor, quanta lembrança em nossa memória daquilo que construimos em dias que foram só nossos...
Hoje acordei feliz, sonhei com você...
sonhei que estávamos agarradinhos, só no chamego de segredinhos...
felizes e como não podia ser?
estávamos realizados, apesar de juntos éramos dois e simplesmente nos complementávamos...
hoje acordei feliz, sorrindo por qualquer besteira,
sentindo-me a própria princesa, que um dia me apelidou...
hoje senti você mais perto, carinhoso e honesto, me entregando todo seu amor...
hoje nós brincamos embaixo dos lençóis e não houve dúvidas, sim, éramos nós...
aqueles mesmos que se conheceram na infância, que cresceram com a convivência e a generosidade do nosso amor...
hoje éramos dois brincando de sermos um, iludindo nosso ser...
hoje seu olhar foi de amigo e daquele leal comigo e com nossa história...
meu amor, quanta lembrança em nossa memória daquilo que construimos em dias que foram só nossos...
Hoje Acordei triste...
Por Fernanda Ferreira
Hoje acordei triste, sonhei com você...
acordei sentida, havia uma lágrima que teimou em rolar...
lembrei da minha vida, e do vazio que sinto em nosso lar...
sim, chamo de nosso aquele que já foi nosso recanto, nosso melhor lugar no mundo...
hoje acordei triste, me dei conta que você foi embora e só sombra resta agora, neste quarto, solidão...
sonhei com nossas noites frias e em como a paixão ardia, sem pudor ou restrição...
meu coração restava aquecido por seu terno amor amigo, que me completava a alma...
hoje acordei num lamento, oh, meu Deus quanto sofrimento, sua ausência me causou...
ter seguir em frente, não temer o futuro, viver o presente...
quero seu olhar para mim, me enxergando e decorando cada curva do meu corpo, cada sinal que emito, cada gemido, desvendando todo o meu ser...
ah, onde esta você agora que ignora meu sofrer?
Hoje acordei triste, sonhei com você...
acordei sentida, havia uma lágrima que teimou em rolar...
lembrei da minha vida, e do vazio que sinto em nosso lar...
sim, chamo de nosso aquele que já foi nosso recanto, nosso melhor lugar no mundo...
hoje acordei triste, me dei conta que você foi embora e só sombra resta agora, neste quarto, solidão...
sonhei com nossas noites frias e em como a paixão ardia, sem pudor ou restrição...
meu coração restava aquecido por seu terno amor amigo, que me completava a alma...
hoje acordei num lamento, oh, meu Deus quanto sofrimento, sua ausência me causou...
ter seguir em frente, não temer o futuro, viver o presente...
quero seu olhar para mim, me enxergando e decorando cada curva do meu corpo, cada sinal que emito, cada gemido, desvendando todo o meu ser...
ah, onde esta você agora que ignora meu sofrer?
A dor é minha!
Por Fernanda Ferreira
Se a dor é minha, eu sinto como quiser...
se quiser chorar eu choro,
se quiser gritar eu grito...
se quiser calar eu vou me calar...
só não quero ficar inerte, não vou me fazer de contente,
quando tudo que sinto é dor
a dor que se demora, aquela que não vai embora e só traz rancor...
perpetua o doer da falta da auto estima, do meu sonhar de menina que não se concretizou...
da minha expectativa criada que você mesmo frustrou...
do lamentar do amor que te entreguei e sem cerimonias você desdenhou...
da vontade que em mim aflora do desejo em continuar amando quem um dia se amou...
Se a dor é minha, eu sinto como quiser...
se quiser chorar eu choro,
se quiser gritar eu grito...
se quiser calar eu vou me calar...
só não quero ficar inerte, não vou me fazer de contente,
quando tudo que sinto é dor
a dor que se demora, aquela que não vai embora e só traz rancor...
perpetua o doer da falta da auto estima, do meu sonhar de menina que não se concretizou...
da minha expectativa criada que você mesmo frustrou...
do lamentar do amor que te entreguei e sem cerimonias você desdenhou...
da vontade que em mim aflora do desejo em continuar amando quem um dia se amou...
Um quê de mulherzinha...
Por Fernanda Ferreira
Toda mulher, tem no fundo seu lado "mulherzinha"...
Toda mulher, tem no fundo seu lado "mulherzinha"...
E não será essa mais uma daquelas máximas nas quais a mulher é rotulada, como se não houve alternativas?
Mulherzinha, que chora ao assistir um filme água com açúcar e como criança assiste a mesma história várias vezes seguidas.
Mulherzinha, que se comove ao ver um bebê recém nascido, achando a coisa mais linda do mundo...
Mulherzinha, que possui um senso de organização e consegue desempenhar vários papéis ao longo do dia...
Mulherzinha, que capricha no modelito e adora ouvir: "uau, como você esta linda"...
Mulherzinha, que manda no marido e coordena a casa como uma empresa administrando os afazeres, seu / dele / das crianças, que sabe onde tudo esta sempre...
Enfim, mulherzinha, não no sentido pejorativo, mas de maneira carinhosa pela grande mulher que se faz...
Seria bom, se ao invés de sermos taxadas pelo gênero ao qual nascemos ou escolhemos, fôssemos rotuladas como seres humanos, simples assim, contudo, seria utopia demais, afinal, desde que o mundo é mundo, em todas as civilizações, sempre houve assuntos relacionados as concepções de mundo entre mulheres e homens e suas peculiaridades...
Observo, que em nossa sociedade ocidental, brasileira, a necessidade de uniformidade esta enraizada sob nós mesmos, uniformidade em relação ao gênero, não enquanto seres humanos.
Teóricos criaram agora uma nova classificação para mulheres, rotulando-as de "mulher alfa" aquela que é independente, inclusive emocionalmente, haja vista que financeiramente já faz tempo, porém, que assume o interesse em viver uma história de amor, em viver apaixonada, em querer receber carinho, até teste foi lançado para ver se você se enquadra e é óbvio que eu fiz....
Sim, deixei me rotularem de mulher alfa e sabe, não senti o peso, apenas um alento em saber, rs, que posso ser romântica sem perder meus ideais.
Hoje, sinto necessidade de ser acariciada, de ser mimada, de me sentir amparada, protegida.
Sabe quando podendo abrir a embalagem de azeitonas, você pede a seu amado que se esforce por você e abra a embalagem?
Pois é, qual o problema afinal, em aceitar que gostamos, não por necessidade ou imposição, simplesmente por escolha mesmo, gostamos de nos fazer de mulherzinhas?
Não me vejo menos forte, menos independente por isso. Também não me enxergo, tolhida a aceitar paradigmas para me enquadrar neste ou naquele perfil. Ao contrário, acho até ser necessário ser muito "macho" rs para assumir que gostaria de ser a princesa, sim, ao menos de um daqueles contos de fadas.
Divido sim a conta do restaurante, mas gosto quando ele abra a porta do carro para mim, divido sim a conta do casório, mas quero que o pedido de casamento parta dele e seja tão sincero e romântico como nunca se viu, quero me sentir especial, não apenas, porque sei que sou especial e assim me vejo (minha auto estima me permite), mas porque espero uma certa cerimônia, repetir velhos hábitos.
Conversando com algumas amigas, até as mais liberais, encontro nelas todas, aquela menina sonhadora, que foi perpetuada nas estórias infantis, elas não assumem espontâneamente, elas não deixam transparecer para a sociedade, mas no intimo no auge de sua privacidade, elas confessam que aguardam um principe encantado.
Não aquele das estórias apenas, mas aquele capaz de aceitá-las fortes e independentes e ainda assim se esforçam para caber em suas vidas em seus ideais.
Eh, aquele quê de mulherzinha dá muito o que argumentar...
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
A fêmea no pedestal
Por Fernanda Ferreira
Quem nunca viu uma mulher ficando com um homem casado e não atirou a primeira pedra, sem nem ao menos se questionar, se ela sabia ou não do casamento dele?
Não estou aqui defendendo a fêmea colocando-a num pedestal como se fosse inocente completamente, mas não aguardamos, para compreender os fatos, simplesmente nos atemos ao que observamos, e julgamo-os imediatamente, aliás como se fosse um campeonato, no qual, nos dispusemos a ver quem julga mais rápido.
E a vida não é assim, a vida tem sua nuances, tem suas verdades, possui seus encontros e desencontros...
É muito comum, ouvir de uma mulher traída, "quem é essa vagabunda que tirou você de mim?" ou "vou arrebentar essa piranha que fez sua cabeça"...
Calma, minha senhora, não se esqueça, que quem lhe fez juras de amor, esta aí diante de ti, implorando perdão...
Imputar a outra a responsabilidade pelo que lhe foi feito é fácil, aliás, não fosse isso, como poderia acordar pela manhã e dizer que ama uma pessoa que lhe traiu, como ficaria com sua própria consciência sabendo que aceitou e até perdoou? Talvez fosse demais para ela.
Então, penso ser natural achar que a outra é culpada por levar o que é seu, como se fosse seu aquele homem, apenas, porque lhe fez juras de amor, apenas porque disse que lhe pertencia....
Oras, minha querida, alivia, enxerga que no todo o amor era-lhe entregue para sua alma não!
De que vale agora implorar seu perdão, se não honrou o juramento que lhe fez, e de todas as promessas que assumiu a de fidelidade continha a relatividade como cláusula pétrea.
Por óbvio não esqueçamos daquelas que fazem do outro seu objeto de desejo, e tentam a todo custo, exercer sua arte de sedução para provar a si mesmas e a sociedade o quanto são independentes e valentes, não se deixando abalar...
Não se abalam porque consideram se assumirem tal papel de algozes, sua consciência lhe deixará tranquila, haja vista, que ao se enganarem considerando não sentir a imensa solidão que as migalhas perpetuam, serão mais felizes, assumem então o papel de meretrizes e neste trono se esparramam...
De toda sorte, não posso negar a existência de mulheres sim em busca da curtição, utilizando a traição a outra argumentando assim: - "corna é ela e não eu", imagino, se não será essa a desculpa perfeita, ou sua própria defesa para o crime que não cometeu, que no fim somente a ela acometeu.
Quem nunca viu uma mulher ficando com um homem casado e não atirou a primeira pedra, sem nem ao menos se questionar, se ela sabia ou não do casamento dele?
Não estou aqui defendendo a fêmea colocando-a num pedestal como se fosse inocente completamente, mas não aguardamos, para compreender os fatos, simplesmente nos atemos ao que observamos, e julgamo-os imediatamente, aliás como se fosse um campeonato, no qual, nos dispusemos a ver quem julga mais rápido.
E a vida não é assim, a vida tem sua nuances, tem suas verdades, possui seus encontros e desencontros...
É muito comum, ouvir de uma mulher traída, "quem é essa vagabunda que tirou você de mim?" ou "vou arrebentar essa piranha que fez sua cabeça"...
Calma, minha senhora, não se esqueça, que quem lhe fez juras de amor, esta aí diante de ti, implorando perdão...
Imputar a outra a responsabilidade pelo que lhe foi feito é fácil, aliás, não fosse isso, como poderia acordar pela manhã e dizer que ama uma pessoa que lhe traiu, como ficaria com sua própria consciência sabendo que aceitou e até perdoou? Talvez fosse demais para ela.
Então, penso ser natural achar que a outra é culpada por levar o que é seu, como se fosse seu aquele homem, apenas, porque lhe fez juras de amor, apenas porque disse que lhe pertencia....
Oras, minha querida, alivia, enxerga que no todo o amor era-lhe entregue para sua alma não!
De que vale agora implorar seu perdão, se não honrou o juramento que lhe fez, e de todas as promessas que assumiu a de fidelidade continha a relatividade como cláusula pétrea.
Por óbvio não esqueçamos daquelas que fazem do outro seu objeto de desejo, e tentam a todo custo, exercer sua arte de sedução para provar a si mesmas e a sociedade o quanto são independentes e valentes, não se deixando abalar...
Não se abalam porque consideram se assumirem tal papel de algozes, sua consciência lhe deixará tranquila, haja vista, que ao se enganarem considerando não sentir a imensa solidão que as migalhas perpetuam, serão mais felizes, assumem então o papel de meretrizes e neste trono se esparramam...
De toda sorte, não posso negar a existência de mulheres sim em busca da curtição, utilizando a traição a outra argumentando assim: - "corna é ela e não eu", imagino, se não será essa a desculpa perfeita, ou sua própria defesa para o crime que não cometeu, que no fim somente a ela acometeu.
Um pouquinho sobre o machismo...
Por Fernanda Ferreira
Falam tanto sobre como os homens são machistas e o machismo que impera no universo, caramba, me pergunto, quem sempre esteve em casa educando esses homens?
Há quem registre serem os homens todos iguais, que homem enquanto gênero possuem suas necessidades, superiores até a sua vontade ao seu discernimento, mas quanto alento, buscam para justificar a falta de caráter, a ausência de lealdade, e toda essa promiscuidade...
E dessa forma caminhamos, perpetuando velhos clichês, ideias tão arcaicas e demodê, repetem-se em nossa história...
Quem nunca viu uma mulher ficando com um homem casado e não atirou a primeira pedra, sem nem ao menos se questionar, se ela sabia ou não do casamento dele?
Quem nunca enxergou no homem, que emite aquele olhar quarenta e três, uma malícia "engraçadinha"?
Quem tentou justificar tantas escapadas, culpabilizando aquela que no silêncio de sua casa, buscar edificar seu lar?
Por baixo ou por cima a mulher sempre vai ser a culpada...é isso, então a mulher foi julgada culpada e condenada a ser a "vagaba" que sai com homem casado, destruidora de lares, ou a frígida que não busca alternativas para tirar seu casamento da rotina...
Oras, faz favor, né sociedade, que no auge de sua hipocrisia, enaltece o homem mantendo-o no trono do seu machismo, soberano, "natural" e escracha a mulher que se mantém vítima, oprimida, reiterando velhos paradigmas, porque ninguém quer que seu filho - homem - tenha trejeitos femininos, nem sua filha - mulher - tenha características masculinas.
E assim caminha a humanidade, na calada das cidades, deixando o hábito perdurar e fluir...
Falam tanto sobre como os homens são machistas e o machismo que impera no universo, caramba, me pergunto, quem sempre esteve em casa educando esses homens?
Há quem registre serem os homens todos iguais, que homem enquanto gênero possuem suas necessidades, superiores até a sua vontade ao seu discernimento, mas quanto alento, buscam para justificar a falta de caráter, a ausência de lealdade, e toda essa promiscuidade...
E dessa forma caminhamos, perpetuando velhos clichês, ideias tão arcaicas e demodê, repetem-se em nossa história...
Quem nunca viu uma mulher ficando com um homem casado e não atirou a primeira pedra, sem nem ao menos se questionar, se ela sabia ou não do casamento dele?
Quem nunca enxergou no homem, que emite aquele olhar quarenta e três, uma malícia "engraçadinha"?
Quem tentou justificar tantas escapadas, culpabilizando aquela que no silêncio de sua casa, buscar edificar seu lar?
Por baixo ou por cima a mulher sempre vai ser a culpada...é isso, então a mulher foi julgada culpada e condenada a ser a "vagaba" que sai com homem casado, destruidora de lares, ou a frígida que não busca alternativas para tirar seu casamento da rotina...
Oras, faz favor, né sociedade, que no auge de sua hipocrisia, enaltece o homem mantendo-o no trono do seu machismo, soberano, "natural" e escracha a mulher que se mantém vítima, oprimida, reiterando velhos paradigmas, porque ninguém quer que seu filho - homem - tenha trejeitos femininos, nem sua filha - mulher - tenha características masculinas.
E assim caminha a humanidade, na calada das cidades, deixando o hábito perdurar e fluir...
Sua aversão
Por Fernanda Ferreira
Para você eu entreguei o meu melhor, só o que eu tinha de bom,
eu me esforcei para caber no seu universo, fiz do seu mundo meu lugar ideal,
e por tempos acreditei, ser real, e anos vivi nessa ilusão,
hoje, eu sei, o seu melhor não foi meu, o seu melhor você guardou para alguém que não sou eu,
alguém que não te conheceu, ainda,
o que dói é enxergar a disparidade, entre meu amor e sua vaidade,
que me vê no chão mas não me enxerga, não me favorece,
não crê no meu amor, não se importa com meus sentimentos...
não se aproxima de mim, sua indiferença me massacra,
o pior é que ainda importa para mim seu olhar, sua direção, sua atenção,
sua aversão me sufoca, ainda...
Para você eu entreguei o meu melhor, só o que eu tinha de bom,
eu me esforcei para caber no seu universo, fiz do seu mundo meu lugar ideal,
e por tempos acreditei, ser real, e anos vivi nessa ilusão,
hoje, eu sei, o seu melhor não foi meu, o seu melhor você guardou para alguém que não sou eu,
alguém que não te conheceu, ainda,
o que dói é enxergar a disparidade, entre meu amor e sua vaidade,
que me vê no chão mas não me enxerga, não me favorece,
não crê no meu amor, não se importa com meus sentimentos...
não se aproxima de mim, sua indiferença me massacra,
o pior é que ainda importa para mim seu olhar, sua direção, sua atenção,
sua aversão me sufoca, ainda...
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