Por Fernanda Ferreira
Sim, eu quis voltar, cheguei a resenhar nosso retorno e todas as suas consequências.
Imaginei meu sorriso, criei teu olhar brilhante, toda luz que iria reluzir de mim para você quando eu conseguisse dizer-te sim!
Fantasiei nossa alegria, a leveza da nossa união...
O perdão de tudo que foi dito, de tudo que se deixou de dizer, de tudo que se fez ou se omitiu.
Eu fui sincera te revelei a mim mesma, segredos não guardei, te entreguei meu mundo, compartilhei meus sonhos e meus medos.
Que pena, o sonho depois que acordamos não retorna mais, mesmo que nosso desejo seja gigante, mesmo que nossa vontade seja imensa, o sonho não volta mais...
Vou aceitar os fatos...ao menos tentarei...
domingo, 21 de setembro de 2014
modéstia x arrogância
Por Fernanda Ferreira
As pessoas comparam modéstia com arrogância e confundem o auto elogio como representação da arrogância, quando na verdade não é assim que funciona.
Uma pessoa modesta mantém sua humildade, contudo não deixa de aceitar elogios, ou de expor o que fazem de melhor.
Essa exposição é moderada e indica o orgulho por compreender que fez bem alguma coisa que executou com maestria suas tarefas.
Dedicou seu tempo com afinco para obter os resultados positivos que alcançou, diferente do arrogante, que no auge de sua soberba acredita que somente ele faz bem algo. Apenas ele e tão somente ele é capaz de realizar tal atividade com excelência e via de regra desmerece o esforço alheio.
A sociedade buscando justificar tudo que ocorre geralmente classifica como arrogância o fato de alguém saber que faz algo bem, tendo consciência de seus talentos, e praticar o auto elogio.
Acredito na inversão de valores, considerando que tais atributos deveriam ser vistos como a pratica de auto estima, e a valorização de si mesmo, não em detrimento de outros mas de superação de si mesmo, de seus próprios limites.
O questionamento correto penso, deveria ser por que rechaçamos tanto o auto elogio com clichês do tipo: "imagina", "são seus olhos", "não foi nada". Por quê??
Por que incomoda tanto?
Se sua conquista foi espetacular, se você se esforçou, foi genial, foi foda, por que deve se envergonhar por ter alcançado seus objetivos. Por quê?
Pois bem, eu pratico o auto elogio não por carência ou falta de auto estima, mas sim porque gosto genuinamente das atividades que executo, busco realizar minhas tarefas com atenção e foco, portanto, quando alcanço os resultados esperados ou me supero, parabenizo sim a mim mesma porque sei da dedicação e empenho que disponibilizei para tanto. Diferente da arrogância no qual a pessoa se acha a melhor do mundo, somente o que ela realiza tem valor.
Tenho modéstia, porém não aquela que rejeita o elogio, mas sim que compreende ser justo o enaltecer de suas atitudes.
Então, a modéstia vendida na sociedade é para os fracos, a mim cabe a satisfação do trabalho realizado, cabe sim em mim o contentamento dos resultados que galguei.
As pessoas comparam modéstia com arrogância e confundem o auto elogio como representação da arrogância, quando na verdade não é assim que funciona.
Uma pessoa modesta mantém sua humildade, contudo não deixa de aceitar elogios, ou de expor o que fazem de melhor.
Essa exposição é moderada e indica o orgulho por compreender que fez bem alguma coisa que executou com maestria suas tarefas.
Dedicou seu tempo com afinco para obter os resultados positivos que alcançou, diferente do arrogante, que no auge de sua soberba acredita que somente ele faz bem algo. Apenas ele e tão somente ele é capaz de realizar tal atividade com excelência e via de regra desmerece o esforço alheio.
A sociedade buscando justificar tudo que ocorre geralmente classifica como arrogância o fato de alguém saber que faz algo bem, tendo consciência de seus talentos, e praticar o auto elogio.
Acredito na inversão de valores, considerando que tais atributos deveriam ser vistos como a pratica de auto estima, e a valorização de si mesmo, não em detrimento de outros mas de superação de si mesmo, de seus próprios limites.
O questionamento correto penso, deveria ser por que rechaçamos tanto o auto elogio com clichês do tipo: "imagina", "são seus olhos", "não foi nada". Por quê??
Por que incomoda tanto?
Se sua conquista foi espetacular, se você se esforçou, foi genial, foi foda, por que deve se envergonhar por ter alcançado seus objetivos. Por quê?
Pois bem, eu pratico o auto elogio não por carência ou falta de auto estima, mas sim porque gosto genuinamente das atividades que executo, busco realizar minhas tarefas com atenção e foco, portanto, quando alcanço os resultados esperados ou me supero, parabenizo sim a mim mesma porque sei da dedicação e empenho que disponibilizei para tanto. Diferente da arrogância no qual a pessoa se acha a melhor do mundo, somente o que ela realiza tem valor.
Tenho modéstia, porém não aquela que rejeita o elogio, mas sim que compreende ser justo o enaltecer de suas atitudes.
Então, a modéstia vendida na sociedade é para os fracos, a mim cabe a satisfação do trabalho realizado, cabe sim em mim o contentamento dos resultados que galguei.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
E eu que queria
Por Fernanda Ferreira
E eu que queria apenas conversar,
ouvir de alguém ser natural isso que estou sentindo agora, e que vai passar...
E eu que queria ao menos um olhar,
não aquele de piedade mas sim aquele de compaixão,
de carinho...
E eu que queria um toque suave no rosto,
um alento,
um pouco menos sozinho...
E eu que queria um abraço honesto,
com aperto sincero sem grandes por quês ou razões...
E eu que queria um ouvir sem censura,
sem receitas simples e práticas de como fazer...
Estou aqui só,
no silêncio encolhidinha
desabafando nessas linhas...
E eu que queria apenas conversar,
ouvir de alguém ser natural isso que estou sentindo agora, e que vai passar...
E eu que queria ao menos um olhar,
não aquele de piedade mas sim aquele de compaixão,
de carinho...
E eu que queria um toque suave no rosto,
um alento,
um pouco menos sozinho...
E eu que queria um abraço honesto,
com aperto sincero sem grandes por quês ou razões...
E eu que queria um ouvir sem censura,
sem receitas simples e práticas de como fazer...
Estou aqui só,
no silêncio encolhidinha
desabafando nessas linhas...
domingo, 14 de setembro de 2014
Ainda a política
Por Fernanda Ferreira
As pessoas limitaram suas escolhas entre o ruim, o menos ruim ou o pior.
Gente, que é isso??
Votar numa pessoa que tentou aprovar seu partido através de assinaturas falsas para suprir quórum é absurdo, e nos traz a indagação, se fez isso agora, o que não fará depois com a máquina nas mãos??
Votar em alguém que mantém sua ideologia privada, acima dos interesses coletivos é no mínimo perigoso, afinal um presidente deve exergar a sociedade e não a casta a qual pertence.
Votar em alguém que tendo a oportunidade de transformar preferiu utilizar velhos sistemas para manter o controle social, que pertence a um partido, mas que não possui uma conduta pessoal ilibada, também é arriscado.
Votar sem critérios sólidos, convictos, baseados em pontos factuais é fadar a sociedade ao fracasso.
Há ainda quem especula a quebra do País no ano que vem, na verdade, as pessoas já estão quebrando paulatinamente e de forma muito sutil, dia após dia, afinal não foram educadas para a liberação do crédito, não sabem lidar com dinheiro.
E infelizmente para esses de fato, o fim esta próximo, porque já se esbaldaram em todos os créditos e financiamentos possíveis, agora, não quitaram suas dívidas originais, também não quitarão suas derivadas, e por óbvio vão responsabilizar a todos por sua frustração econômica real.
E de fato é, um pouco mesmo, afinal quem nunca se lambuzou com melado?
O erro esta em quem se lambuza mas também em quem concede sem educar e não ensina como degustar do doce sabor da liberdade.
As pessoas limitaram suas escolhas entre o ruim, o menos ruim ou o pior.
Gente, que é isso??
Votar numa pessoa que tentou aprovar seu partido através de assinaturas falsas para suprir quórum é absurdo, e nos traz a indagação, se fez isso agora, o que não fará depois com a máquina nas mãos??
Votar em alguém que mantém sua ideologia privada, acima dos interesses coletivos é no mínimo perigoso, afinal um presidente deve exergar a sociedade e não a casta a qual pertence.
Votar em alguém que tendo a oportunidade de transformar preferiu utilizar velhos sistemas para manter o controle social, que pertence a um partido, mas que não possui uma conduta pessoal ilibada, também é arriscado.
Votar sem critérios sólidos, convictos, baseados em pontos factuais é fadar a sociedade ao fracasso.
Há ainda quem especula a quebra do País no ano que vem, na verdade, as pessoas já estão quebrando paulatinamente e de forma muito sutil, dia após dia, afinal não foram educadas para a liberação do crédito, não sabem lidar com dinheiro.
E infelizmente para esses de fato, o fim esta próximo, porque já se esbaldaram em todos os créditos e financiamentos possíveis, agora, não quitaram suas dívidas originais, também não quitarão suas derivadas, e por óbvio vão responsabilizar a todos por sua frustração econômica real.
E de fato é, um pouco mesmo, afinal quem nunca se lambuzou com melado?
O erro esta em quem se lambuza mas também em quem concede sem educar e não ensina como degustar do doce sabor da liberdade.
E ela veio...
Por Fernanda Ferreira
Sim minha gente, ela saiu de seu momento recluso e veio,
Sim ela aceitou o convite com a cara e a coragem veio,
Não foi fácil, afinal, teve seus temores,
Temeu a rejeição, pois já não possuia mais o elo que a levou até eles.
Temeu a cobrança, dos outros por seu sumiço, de si mesma em relação aos outros, pois experimentou a solidão mais longa e doida que jamais experimentara antes e se ocultou por muito tempo.
Temeu os olhares tortos de piedade, de soberba, e veio.
Temeu as perguntas que ainda hoje não consegue responder a si mesma.
Temeu não caber mais ali.
Temeu se sentir tolerada apenas.
Temeu tantos temores e tantas imagens criadas e tantas sensações desenhadas, mas com tudo isso, e com todo o seu temor, criou coragem e veio.
Melhor do que o esperado, foi muito bem recebida, a tempos não se sentia acolhida, e hoje deleitou-se.
Sentiu-se forte, aceita, viu-se refeita da dor que há muito não passava.
Visualizou olhares de admiração, de consideração, de respeito.
Sensações sadias, momentos que há muito não vivia.
E por derradeiro, não menos importante, ouviu de todos, até a próxima e que bom que você veio!
Sim minha gente, ela saiu de seu momento recluso e veio,
Sim ela aceitou o convite com a cara e a coragem veio,
Não foi fácil, afinal, teve seus temores,
Temeu a rejeição, pois já não possuia mais o elo que a levou até eles.
Temeu a cobrança, dos outros por seu sumiço, de si mesma em relação aos outros, pois experimentou a solidão mais longa e doida que jamais experimentara antes e se ocultou por muito tempo.
Temeu os olhares tortos de piedade, de soberba, e veio.
Temeu as perguntas que ainda hoje não consegue responder a si mesma.
Temeu não caber mais ali.
Temeu se sentir tolerada apenas.
Temeu tantos temores e tantas imagens criadas e tantas sensações desenhadas, mas com tudo isso, e com todo o seu temor, criou coragem e veio.
Melhor do que o esperado, foi muito bem recebida, a tempos não se sentia acolhida, e hoje deleitou-se.
Sentiu-se forte, aceita, viu-se refeita da dor que há muito não passava.
Visualizou olhares de admiração, de consideração, de respeito.
Sensações sadias, momentos que há muito não vivia.
E por derradeiro, não menos importante, ouviu de todos, até a próxima e que bom que você veio!
E as muletas religiosas
Por Fernanda Ferreira
Engraçado enxergar como algumas pessoas precisam de muletas para justificar suas mancadas, se tudo vai mal é Deus quem esta te provando, se tudo vai bem é Deus quem esta te dando a vitória.
Não confio em pessoas que se escondem sob suas religiões e afirmações de que Deus proverá, porque tendem a não assumir as responsabilidades que lhe cabem e pior ainda, não assumem suas consequências.
Entrega nas mãos de Deus sua fé, mas segue por sua consciência, assuma isso e vai!
A última que ouvi me deixou perplexa, então quer dizer que Deus levou Eduardo Campos porque Marina Silva tem uma promessa?!!
Caramba, que lixo é esse, destruir uma família, uma não, de mais sete ou oito pessoas, só para que uma única pessoa tenha fartura, é muito para minha inteligencinha, sinceramente lamentável.
Dez vezes caramba, mas que Deus sádico é esse que fica gargalhando enquanto nos ferramos em vida, tudo em nome do amor, pára! E quem define quem viverá sua promessa é a proporção do seu dízimo??
Geralmente justificam suas falhas e o que advém delas como sendo provações divinas, velhos clichês, artifícios de consolo, novamente nossas muletas religiosas.
Você faz, você paga, simples assim. E suas motivações são apenas seus interesses, interesses por poder, por inveja, por satisfação imediata, por felicidade, por prazer e a partir daí as consequências são coerentes ou proporcionais ao que você despejou no universo.
Observe a sua volta, onde você está? E seus pares estão satisfeitos com o que veêm?? Não, então mude!!
Mude para perceber o que acontece quando mudamos, mude para notar as transformações que virão até você.
Manipula-se nações em nome da religião e do poder que imprimem a elas, derrubam-se Países, justificam homicídios e miséria, assim era na antiguidade, quando as castas "definidas" por Deus decidiam quem seria abastado ou não e quem não fosse haveria de contentar-se por subsistir tão somente.
Torço pela utopia de um dia as pessoas se enxergarem donas de si, senhoras de suas escolhas e condições, autosuficientes e dispostas a mudar quando quiserem, quando precisarem.
Engraçado enxergar como algumas pessoas precisam de muletas para justificar suas mancadas, se tudo vai mal é Deus quem esta te provando, se tudo vai bem é Deus quem esta te dando a vitória.
Não confio em pessoas que se escondem sob suas religiões e afirmações de que Deus proverá, porque tendem a não assumir as responsabilidades que lhe cabem e pior ainda, não assumem suas consequências.
Entrega nas mãos de Deus sua fé, mas segue por sua consciência, assuma isso e vai!
A última que ouvi me deixou perplexa, então quer dizer que Deus levou Eduardo Campos porque Marina Silva tem uma promessa?!!
Caramba, que lixo é esse, destruir uma família, uma não, de mais sete ou oito pessoas, só para que uma única pessoa tenha fartura, é muito para minha inteligencinha, sinceramente lamentável.
Dez vezes caramba, mas que Deus sádico é esse que fica gargalhando enquanto nos ferramos em vida, tudo em nome do amor, pára! E quem define quem viverá sua promessa é a proporção do seu dízimo??
Geralmente justificam suas falhas e o que advém delas como sendo provações divinas, velhos clichês, artifícios de consolo, novamente nossas muletas religiosas.
Você faz, você paga, simples assim. E suas motivações são apenas seus interesses, interesses por poder, por inveja, por satisfação imediata, por felicidade, por prazer e a partir daí as consequências são coerentes ou proporcionais ao que você despejou no universo.
Observe a sua volta, onde você está? E seus pares estão satisfeitos com o que veêm?? Não, então mude!!
Mude para perceber o que acontece quando mudamos, mude para notar as transformações que virão até você.
Manipula-se nações em nome da religião e do poder que imprimem a elas, derrubam-se Países, justificam homicídios e miséria, assim era na antiguidade, quando as castas "definidas" por Deus decidiam quem seria abastado ou não e quem não fosse haveria de contentar-se por subsistir tão somente.
Torço pela utopia de um dia as pessoas se enxergarem donas de si, senhoras de suas escolhas e condições, autosuficientes e dispostas a mudar quando quiserem, quando precisarem.
Christina Aguilera - Stronger Than Ever
Descobri essa música e me identifiquei num certo ponto, estou mais forte sim!
Stronger Than Ever
What you gave me I know you gave me
You remind me all the time
And how you hurt me and you don't see it
Again I am the child
And though you tell me that you love me
I can't feel it and I'm afraid to let you down
It's all or nothing, I fear that something's wrong
I'm tired of walking on eggshells so terrified to fail
And in order to please you I've abandoned myself
And though it used to hurt me when you push me away
I'm stronger than ever, you made me this way
How I wish you, you suffered less too
It tears us both apart
And it's not pretty the way you criticize me
And how it breaks my heart
And though you tell me that you love me
I can't feel it and I'm afraid to let you down
It's all or nothing, I fear that something's wrong
I'm tired of walking on eggshells so terrified to fail
And in order to please you I've abandoned myself
And though it used to hurt me when you push me away
I'm stronger than ever, you made me this way
How I wish you knew, how much I need you
I feel like running but I can't abandon you
You avoid my gaze, withdraw from me these days
You punish me for trying to be all that you wanted
What more can I do?
I'm tired of walking on eggshells so terrified to fail
And in order to please you I've abandoned myself
And though it used to hurt me when you push me away
I'm stronger than ever, you made me this way
I'm tired of walking on eggshells so terrified to fail
And in order to please you I've abandoned myself
And though it used to hurt me when you push me away
I'm stronger than ever, you made me this way
Mais forte do que nunca
O que você me deu eu sei que você me deu
Você me lembra disso toda hora
E como você me machucou e você não vê isso
Novamente eu sou a criança
E embora você me diga que me ama
Não consigo sentir, tenho medo de te decepcionar
É tudo ou nada, eu temo que haja algo de errado
Estou cansada de andar sobre ovos, com muito medo de fracassar
E com intenção de agradar você eu me abandonei
E embora costumava doer quando você me mandava embora
Estou mais forte que nunca, você me fez assim
Como eu gostaria que você sofresse menos também
Isso abalou nós dois
E não é elegante o jeito que você me censura
Como isso me parte o coração
E embora você me diga que me ama
Não consigo sentir, tenho medo de te decepcionar
É tudo ou nada, eu temo que haja algo de errado
Estou cansada de andar sobre ovos, com muito medo de fracassar
E com intenção de agradar você eu me abandonei
E embora costumava doer quando você me mandava embora
Estou mais forte que nunca, você me fez assim
Queria que você soubesse o quanto preciso de ti
Sinto vontade de fugir, mas não posso te abandonar
Você evita minha contemplação, me recusou nesses últimos dias
Você me puniu por tentar ser tudo que você queria
O que mais eu posso fazer?
Estou cansada de andar sobre ovos, com muito medo de fracassar
E com intenção de agradar você eu me abandonei
E embora costumava doer quando você me mandava embora
Estou mais forte que nunca, você me fez assim
Estou cansada de andar sobre ovos, com muito medo de fracassar
E com intenção de agradar você eu me abandonei
E embora costumava doer quando você me mandava embora
Estou mais forte que nunca, você me fez assim
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Ele se matou...
Por Fernanda Ferreira
Simples assim, um suicídio e não seria só mais um, não, não seria de uma pessoa qualquer, mal amada, que não despertava o interesse de ninguém, não, não seria assim.
Foi dele Robin Willlians, ator, grande profissional, que se foi da vida deixando um legado de arte, sensibilidade e gargalhadas.
Foram muitos os seus filmes, foram tantos personagens, foram tantos sentimentos que já não lhe cabiam mais. Ficou insuportável.
E dessa maneira deprimente se vai o homem quebrado e doente na alma, sozinho, solitário.
Onde estavam seus amigos que não viram?
Onde estava sua família que não enxergou a ausência de brilho em seu olhar?
Onde estavam seus fãs, seus heróis?
Onde estava a plateia?
Saiu da vida deixou chocado quem nunca pensou nele como alguém com sentimentos seus e não dos personagens que brilhantemente interpretou.
Saiu da vida ele que fazia rir com uma caretinha singela de amor.
É, nessa tumultuada vida, com tantas mágoas escondidas, não estamos todos na iminência de um suicídio?
Não estamos todos na rota do silêncio e ocultação do que é singelo, do mais honesto dos sentimentos que é se sentir aceito, sentir-se acolhido?
Nessa vida social, estamos perdendo a chance de nos socializar, estamos perdendo a chance de nos perdoar, e estamos seguindo doentes, cansados, reticentes, e onde estão aqueles que curtem e comentam nossas postagens, onde estão?
Talvez também sós curtindo suas dores, no silêncio de páginas e páginas de vida de gente, que não se reconhece presente, naquela fantasiosa vitrine de tudo posso, de tudo devo...
Onde estão as pessoas afinal? Onde estão os nós que tanto queremos onde estão os humanos de verdade, que curtem nossa tragédia diária, se fazem presentes em seus comentários maliciosos, apenas, onde estão todos se não na visualização fria de suas selfies inusitadas atendendo a desafios incoerentes, evidenciando contumaz o sentido ausente de qualquer apego ao próximo, atenção ao amigo, respeito a si próprio?
A contrariedade do que é natural em nós se faz tão gritante, pois a solidão nos invade e a multidão nos aplaude.
Onde estavam os milhares que fizeram homenagens póstumas, bem sinceras é claro, mas que não viram que ali, restava um homem, que solitário se sentia?
No mar de selfies que postamos, quem enxerga nosso olhar, quem se importa com nosso sentir afinal?
No infinito de amizades novas que adicionamos quem atende ao pedido de socorro, que alguns silêncios nos impõem?
Que façamos uma reflexão para que a morte de um homem que morreu para parar de sofrer em vida, sozinho, não seja de todo em vão, que não apenas lhe baste sua morte, mas a vontade de socializar não nos falte, não nos moldes atuais, mas nos primitivos, do toque, do afago, do apego, do real...
Que possamos nos mostrar frágeis sem sermos atacados por isso, que possamos ter medo sem sermos queimados por isso.
Que possamos ser humanos, apenas, animais sociais que somos!
Simples assim, um suicídio e não seria só mais um, não, não seria de uma pessoa qualquer, mal amada, que não despertava o interesse de ninguém, não, não seria assim.
Foi dele Robin Willlians, ator, grande profissional, que se foi da vida deixando um legado de arte, sensibilidade e gargalhadas.
Foram muitos os seus filmes, foram tantos personagens, foram tantos sentimentos que já não lhe cabiam mais. Ficou insuportável.
E dessa maneira deprimente se vai o homem quebrado e doente na alma, sozinho, solitário.
Onde estavam seus amigos que não viram?
Onde estava sua família que não enxergou a ausência de brilho em seu olhar?
Onde estavam seus fãs, seus heróis?
Onde estava a plateia?
Saiu da vida deixou chocado quem nunca pensou nele como alguém com sentimentos seus e não dos personagens que brilhantemente interpretou.
Saiu da vida ele que fazia rir com uma caretinha singela de amor.
É, nessa tumultuada vida, com tantas mágoas escondidas, não estamos todos na iminência de um suicídio?
Não estamos todos na rota do silêncio e ocultação do que é singelo, do mais honesto dos sentimentos que é se sentir aceito, sentir-se acolhido?
Nessa vida social, estamos perdendo a chance de nos socializar, estamos perdendo a chance de nos perdoar, e estamos seguindo doentes, cansados, reticentes, e onde estão aqueles que curtem e comentam nossas postagens, onde estão?
Talvez também sós curtindo suas dores, no silêncio de páginas e páginas de vida de gente, que não se reconhece presente, naquela fantasiosa vitrine de tudo posso, de tudo devo...
Onde estão as pessoas afinal? Onde estão os nós que tanto queremos onde estão os humanos de verdade, que curtem nossa tragédia diária, se fazem presentes em seus comentários maliciosos, apenas, onde estão todos se não na visualização fria de suas selfies inusitadas atendendo a desafios incoerentes, evidenciando contumaz o sentido ausente de qualquer apego ao próximo, atenção ao amigo, respeito a si próprio?
A contrariedade do que é natural em nós se faz tão gritante, pois a solidão nos invade e a multidão nos aplaude.
Onde estavam os milhares que fizeram homenagens póstumas, bem sinceras é claro, mas que não viram que ali, restava um homem, que solitário se sentia?
No mar de selfies que postamos, quem enxerga nosso olhar, quem se importa com nosso sentir afinal?
No infinito de amizades novas que adicionamos quem atende ao pedido de socorro, que alguns silêncios nos impõem?
Que façamos uma reflexão para que a morte de um homem que morreu para parar de sofrer em vida, sozinho, não seja de todo em vão, que não apenas lhe baste sua morte, mas a vontade de socializar não nos falte, não nos moldes atuais, mas nos primitivos, do toque, do afago, do apego, do real...
Que possamos nos mostrar frágeis sem sermos atacados por isso, que possamos ter medo sem sermos queimados por isso.
Que possamos ser humanos, apenas, animais sociais que somos!
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