Reverbera Comigo

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Velhos domingos

Por Fernanda Ferreira

A memória não me deixa esquecer os velhos domingos embaixo dos lençóis, nosso amanhecer, nosso café da manhã de todas as manhãs...

Tais memórias me pregam falsetes, que coisa, menina, ele não mais voltará, então seja educada dona memória, faça o favor de colocar essas lembranças no arquivo morto, me deixa seguir...

Seguir, pela vida, seguir em busca de um novo amor, daquele que vai me preencher os dias, deixados tão vazios por ele...

Que sacrifício, meu pensamento insiste em trazer você, memórias suas são tão reais e profundas, sorrio do amor que senti, sorrio do quanto me senti amada e privilegiada por ter convivido com você, por ter estado tão presente em tantos momentos que juntos transformávamos em verdadeiros shows, extremamente marcantes...

Simplesmente vivênciados como se não existesse amanhã, como se não houvesse depois, era tudo tão presente, esquecemos que o futuro poderia ser nosso também, essa falta de amanhã, nos deixou descompromissados com o outro, talvez...

Só as memórias, as minhas ao menos, estarão gigantes, sem pudor, gritantes me trazendo lembranças suas...



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