Por Fernanda Ferreira
Toda mulher, tem no fundo seu lado "mulherzinha"...
Toda mulher, tem no fundo seu lado "mulherzinha"...
E não será essa mais uma daquelas máximas nas quais a mulher é rotulada, como se não houve alternativas?
Mulherzinha, que chora ao assistir um filme água com açúcar e como criança assiste a mesma história várias vezes seguidas.
Mulherzinha, que se comove ao ver um bebê recém nascido, achando a coisa mais linda do mundo...
Mulherzinha, que possui um senso de organização e consegue desempenhar vários papéis ao longo do dia...
Mulherzinha, que capricha no modelito e adora ouvir: "uau, como você esta linda"...
Mulherzinha, que manda no marido e coordena a casa como uma empresa administrando os afazeres, seu / dele / das crianças, que sabe onde tudo esta sempre...
Enfim, mulherzinha, não no sentido pejorativo, mas de maneira carinhosa pela grande mulher que se faz...
Seria bom, se ao invés de sermos taxadas pelo gênero ao qual nascemos ou escolhemos, fôssemos rotuladas como seres humanos, simples assim, contudo, seria utopia demais, afinal, desde que o mundo é mundo, em todas as civilizações, sempre houve assuntos relacionados as concepções de mundo entre mulheres e homens e suas peculiaridades...
Observo, que em nossa sociedade ocidental, brasileira, a necessidade de uniformidade esta enraizada sob nós mesmos, uniformidade em relação ao gênero, não enquanto seres humanos.
Teóricos criaram agora uma nova classificação para mulheres, rotulando-as de "mulher alfa" aquela que é independente, inclusive emocionalmente, haja vista que financeiramente já faz tempo, porém, que assume o interesse em viver uma história de amor, em viver apaixonada, em querer receber carinho, até teste foi lançado para ver se você se enquadra e é óbvio que eu fiz....
Sim, deixei me rotularem de mulher alfa e sabe, não senti o peso, apenas um alento em saber, rs, que posso ser romântica sem perder meus ideais.
Hoje, sinto necessidade de ser acariciada, de ser mimada, de me sentir amparada, protegida.
Sabe quando podendo abrir a embalagem de azeitonas, você pede a seu amado que se esforce por você e abra a embalagem?
Pois é, qual o problema afinal, em aceitar que gostamos, não por necessidade ou imposição, simplesmente por escolha mesmo, gostamos de nos fazer de mulherzinhas?
Não me vejo menos forte, menos independente por isso. Também não me enxergo, tolhida a aceitar paradigmas para me enquadrar neste ou naquele perfil. Ao contrário, acho até ser necessário ser muito "macho" rs para assumir que gostaria de ser a princesa, sim, ao menos de um daqueles contos de fadas.
Divido sim a conta do restaurante, mas gosto quando ele abra a porta do carro para mim, divido sim a conta do casório, mas quero que o pedido de casamento parta dele e seja tão sincero e romântico como nunca se viu, quero me sentir especial, não apenas, porque sei que sou especial e assim me vejo (minha auto estima me permite), mas porque espero uma certa cerimônia, repetir velhos hábitos.
Conversando com algumas amigas, até as mais liberais, encontro nelas todas, aquela menina sonhadora, que foi perpetuada nas estórias infantis, elas não assumem espontâneamente, elas não deixam transparecer para a sociedade, mas no intimo no auge de sua privacidade, elas confessam que aguardam um principe encantado.
Não aquele das estórias apenas, mas aquele capaz de aceitá-las fortes e independentes e ainda assim se esforçam para caber em suas vidas em seus ideais.
Eh, aquele quê de mulherzinha dá muito o que argumentar...
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