Reverbera Comigo

sexta-feira, 21 de junho de 2013

E o vandalismo...

Por Fernanda Ferreira
 
Que o efeito colateral não diminua a magnitude da cura trazida pelo remédio!

Pensei nesta frase justamente assistindo atônita a barbárie causada pelos marginais, bandidos, vagabundos que tentaram ofuscar uma das maiores demonstrações espontâneas de civismo já registradas no Brasil.

Não cri no que as imagens me revelavam, não pode ser, tanta falta de interesse, tanta falta de coletividade, tanta violência enrustida.

É óbvio que foram atos de violência que incitaram o povo a sair as ruas, repudiando-os, deixo claro!

Atos de violência estes cometidos pela população minoritária naquele momento que sussurrava direitos, depois foram atitudes da polícia com suas bombas de efeito moral, balas de borracha, e culminou quando atingiram jornalistas.

Sim, o quarto poder, seus representantes foram atingidos, e como não noticiar isto? E como não repercutir tal notícia exaustivamente, afinal, eram seus pares.

As imagens correram o mundo, a violência feria nosso direito de manifestar nossa indignação, nos oprimia, nos reprimia...

Os estrangeiros ratificaram se tratar de um abuso, de uma contrariedade total a liberdade de expressão e manifestação, e foi o suficiente, agora sim, devidamente indignados, com uma causa não pequena, mas sim de ordem moral, nos fez sair as ruas, nos fez querer mais, nos fez aumentar a voz e prosseguir.

Repito, que dia lindo, 2ª feira dia 17 de junho 2013, nossos filhos aprenderão sobre ele nas escolas, e o que ele representou.

Contudo, os oportunistas se inflaram, os partidários tentaram aparecer e os que não podiam, simplesmente se opuseram, e os delinquentes surgiram, e tentam dia após dia manchar nossa ideologia, nossa disponibilidade de ir as ruas, de lutar numa luta limpa através do argumento por nossos direitos, por nossas convicções.

E os bandidos quebraram, depredaram nosso patrimônio público, nossas empresas particulares, saquearam lojas de pequenos, grandes empresários, todos nós somos vítimas, o que eles não se dão conta é que a conta será de todos nós...

Sim, vândalos, a mediocridade e burrice de vocês os deixa tão cegos que não podem entender que essa conta quem pagará seremos todos nós!

E aquela verba que sobraria poderíamos cobrar, já que o gigante acordou, cobrar para construção de novos hospitais, novas escolas, não, terá que ir agora para reformar e reparar os danos causados por vocês no auge de sua estupidez.  

Represento o temor que a sociedade de bem possui quando se sente insegura e indignada por essa minoria que não me representa! 


O dia depois de ontem...

Por Fernanda Ferreira
 
Hoje o dia nasceu mais satisfeito, mais honrado, mais valorizado...
Ontem, éramos todos pacatos, passivos, sem reação...
ficávamos sim, desmentindo o poeta, "com a bunda exposta na janela para passarem a mão nela",
e passavam, e não uma ou duas vezes, passavam muitas, inúmeras e como se não bastasse, os mais atrevidos ainda davam beliscões, palmadas...

Nossa inércia beirava a inocência...

Há os que se iludiam, nos tinham como bobos apenas, contudo, surpreendendo a todos e a si mesmos,
acordaram, ou melhor acordamos, loucos, enfurecidos, agitados, despertamos de anos de silêncio e passividade para um turbilhão de emoções, de sensações, de desespero.

É como se de um vagão de trem, tivéssemos cochilado e repentinamente num rompante percebemos que estávamos longe, muito longe, de tudo, de nós mesmos, das pessoas que nos cercam e protegem, longe do nosso lar, longe da nossa estação de desembarque...

Achavam os outros e nós mesmos que a tal passividade, era apenas comodismo, era apenas preguiça, porém, mal sabiamos que nos faltavam sim informação, conhecimento...

De toda sorte, é necessário parcimônia, afinal, não fomos educados para pensar, somos alfabetizados para associar palavras e não para formar pensamentos; neste caso, notemos também que nos faltou noção, dimensão do nosso poder, que pequenas ações podem reverter em resultados grandiosos. 

E quando ecoamos que o gigante não esta mais adormecido, mais do que uma mera peça publicitária que permaneceu hibernando em nosso subconsciente, é a consciência se tornando ação do poder que nos pertence.

É a própria solidificação de que o gigante somos nós e que possuímos os recursos necessários ou precisamos aprender como alcançá-los para satisfazer o gigante em sua magnitude, em sua grandeza, que é um País mais justo, leal, do povo para o povo.

Nunca mais haverá um dia depois de ontem e toda sua representatividade e subjetividade, este é o fato!

E agora, Brasil?

Por Fernanda Ferreira

E agora, Brasil?
se não há mais à quem temer...
o que vai fazer? Para onde vai correr?
seu grito rompeu o silêncio de anos de submissão e passividade,
seus passos seguiram marchando de punho erguido e braço forte...
sua voz ecoou nacional e internacionalmente...
e não só palavras de ordem...
clamavam ou melhor, convocavam, intimavam a participação de todos,
pela adesão de todos,

seus valores foram enaltecidos, o povo é forte quando unido...
E agora, Brasil?

E agora, Você?
que saiu as ruas, que acreditou num ideal, que despertou seu gigante,
e agora? a pergunta que nos rodeia, que reverbera se fazendo presente, estando constante.
e agora?
quem serão nossos novos líderes, mostramos nossa força e agora?
demonstramos que existimos, e agora?
nos fizemos visíveis e presentes e integrantes e senhores do nosso direito e poderosos,
e agora?
nos emponderamos do nosso País, do nosso governo, das nossas ruas...
poder este, esquecido pela grande população, encoberto pelos enormes desmandes sociais e políticos,

Sem pudores, fomos ultrajados, massacrados, explorados,
e eis que repentinamente para alguns, por míseros vinte centavos para outros...
Chegou o grito do basta...Basta!

Sim, Basta o poder é o povo!
Sim, o poder emana do povo!
E sim, o poder deve servir aos interesses do povo...
mas a reflexão não pode cessar, e agora, Brasil?

terça-feira, 18 de junho de 2013

Se não fossem as manifestações...

Por Fernanda Ferreira

Ah, se não fossem os vinte centavos...

Se não fosse o aumento inexplicável da passagem do transporte público e ainda com o subsídio do governo, também inexplicável, às empresas de ônibus...

Se não fosse a utilização de recursos públicos na construção de estádios, vulgo arenas, para a realização de jogos para as copas das confederações e mundial, alguns destes, como o Mané Garrincha em Brasília que atenderá há apenas dois ou três jogos e custou mais de um bilhão de reais...

Se não fosse a truculência da polícia na contenção de manifestantes pacíficos que seguiam pelas ruas para pedir a redução da passagem...

Se não fosse a repercussão e manipulação da mídia classificando os manifestantes de baderneiros e ridicularizando suas ações por míseros vinte centavos...

Se não fossem as prisões de pessoas que carregavam vinagre para minimizar as sequelas do gás lacrimogênio lançados pela polícia para dispersar as manifestações... 

Se não fosse o discurso arbitrário do prefeito com a ratificação do governador precipitadamente, ambos, informando que não recuariam na decisão do reajuste...

Se não fosse a repercussão internacional incitando nossa iniciativa e nos motivando a prosseguir...

Ah, se não fosse esse ou aquele motivo...
Estaríamos todos adormecidos, ainda, pacatos, comuns, normais...
o que não era normal, nossa passividade tornou-se agora grito de guerra...

Sim, o gigante não esta mais adormecido!!!

Sim, brasileiro troca status no facebook para...verás que um filho teu não foge a luta...

Que lindo, dia 17 de junho de 2013 que dia mais lindo o povo em todas as grandes capitais saiu e pacificamente tomou as ruas e sem medo gritamos que é nosso, Sim, o Brasil é todo nosso!

Orgulho de ser brasileira!