Reverbera Comigo

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Um pouquinho de política

por Fernanda Ferreira da Silva

A política brasileira esta passando por uma transformação significativa, afinal, estamos aprendendo,
e em matéria de política somos todos alunos...pessoas engatinhando no caminho da compreensão, compreender talvez, seja o que falta aos nossos eleitores/discentes.

Compreender que o poder esta em suas mãos, em nossas mãos, que no sistema político brasileiro após a promulgação da Constituição Federal de 88, o sufrágio, e é assim que se denomina o voto, é um direito conquistado a trancos e barrancos, mas, nosso...todinho nosso e assim diz o artigo 14:

"A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei..."

Oras, se é um direito, se tal direito é secreto por obrigação, se além de secreto é igual a todos, por que então se vitimizar de um poder que nos pertence?

Não é um tanto quanto neurótico, lançar a eles, os eleitos, todas as culpas do mundo, jogar a eles, os políticos, todas as responsabilidades pela nefastidão que nos rodeia?

Não é?

Ah, então façamos agora o exercício da mea culpa, quem os elegeu afinal?

Quem saiu de casa num domingo, com chuva ou sol, e num sentido cívico, exerceu o direito mais obrigatório que lhe cabe?

Quem, desligou a TV, mudou a estação do rádio na hora do programa da propaganda eleitoral gratuita e obrigatória, porque era chata, mesmo?

Tudo bem, que eles estão lá incorporados num personagem e alucinados nos oferecem o pão e o circo, tudo bem que subjugam nossa inteligência e sem pudor algum, nos tratam como pessoas desprovidas de qualquer resquício de discernimento... tudo bem.

Mas será que para protestar precisamos mesmo nos omitir, e pior permitir que repitam tal atrocidade ano após ano...para quê? em nome do quê?

Se hoje na ilusão de conforto que sua página de rede social lhe proporciona, você replica e vomita indignação pelas atitudes de seus deputados, vereadores e senadores, porque não enxerga também sua responsabilidade direta e objetiva para que ele tenha chegado lá.

O pior não é você votar errado, o pior não é tal candidato te enganar, o pior não é ele chegar lá na câmara, na assembléia, ou no congresso e sucumbir a corrupção do sistema que eles faliram, o pior não é ainda que condenados sejam nomeados coordenadores de comissões x ou y, e assumirem, ainda que sob protestos, inflamados NAS redes sociais...

O pior meu caro, não é isso...o pior, queira você ou não...é saber que a mesma mão que escreve ou compartilha protestos e indignações no conforto de suas páginas de rede social, será aquela que num domingo ensolarado ou chuvoso, repetirá seu voto!

E o repetirá porque não consultou quais projetos de lei seu candidato propôs, em quantas sessões seu candidato compareceu, em quantas votações ele se envolveu a favor de tu, eleitor...

Tu, cidadão o senhor do poder supremo, do sufrágio universal e obrigatório!!!



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