Reverbera Comigo

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A fêmea no pedestal

Por Fernanda Ferreira

Quem nunca viu uma mulher ficando com um homem casado e não atirou a primeira pedra, sem nem ao menos se questionar, se ela sabia ou não do casamento dele?

Não estou aqui defendendo a fêmea colocando-a num pedestal como se fosse inocente completamente, mas não aguardamos, para compreender os fatos, simplesmente nos atemos ao que observamos, e julgamo-os imediatamente, aliás como se fosse um campeonato, no qual, nos dispusemos a ver quem julga mais rápido.

E a vida não é assim, a vida tem sua nuances, tem suas verdades, possui seus encontros e desencontros...

É muito comum, ouvir de uma mulher traída, "quem é essa vagabunda que tirou você de mim?" ou "vou arrebentar essa piranha que fez sua cabeça"...

Calma, minha senhora, não se esqueça, que quem lhe fez juras de amor, esta aí diante de ti, implorando perdão...

Imputar a outra a responsabilidade pelo que lhe foi feito é fácil, aliás, não fosse isso, como poderia acordar pela manhã e dizer que ama uma pessoa que lhe traiu, como ficaria com sua própria consciência sabendo que aceitou e até perdoou? Talvez fosse demais para ela.

Então, penso ser natural achar que a outra é culpada por levar o que é seu, como se fosse seu aquele homem, apenas, porque lhe fez juras de amor, apenas porque disse que lhe pertencia....

Oras, minha querida, alivia, enxerga que no todo o amor era-lhe entregue para sua alma não!

De que vale agora implorar seu perdão, se não honrou o juramento que lhe fez, e de todas as promessas que assumiu a de fidelidade continha a relatividade como cláusula pétrea.  

Por óbvio não esqueçamos daquelas que fazem do outro seu objeto de desejo, e tentam a todo custo, exercer sua arte de sedução para provar a si mesmas e a sociedade o quanto são independentes e valentes, não se deixando abalar...

Não se abalam porque consideram se assumirem tal papel de algozes, sua consciência lhe deixará tranquila, haja vista, que ao se enganarem considerando não sentir a imensa solidão que as migalhas perpetuam, serão mais felizes, assumem então o papel de meretrizes e neste trono se esparramam...

De toda sorte, não posso negar a existência de mulheres sim em busca da curtição, utilizando a traição a outra argumentando assim: - "corna é ela e não eu", imagino, se não será essa a desculpa perfeita, ou sua própria defesa para o crime que não cometeu, que no fim somente a ela acometeu.

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