Reverbera Comigo

sábado, 24 de janeiro de 2015

Deixa

Por Fernanda Ferreira

Se eu quiser te chamar de namoradinho, deixa...
se eu quiser sentir que fazemos amorzinho, deixa...
se eu quiser fingir que acredito, deixa...
se eu quiser não enxergar sua falta de interesse, deixa...
se eu quiser não perceber sua falta de atenção, deixa...
se eu quiser me fartar do pouco que me oferece, deixa...
se eu quiser acreditar que é para sempre, deixa...
se eu quiser ver em você meu príncipe encantado, deixa...
se eu quiser me enganar que é o máximo o mínimo que me concede, deixa...
deixa que das minhas sobras cuido eu...
a ti só imploro garantir não me falte o brilho que projetei,
o gozo que não fingi,
o calor que me aqueceu...
o amor que vivi...ainda que sozinha...

Rascunhado em 11/1/2015.

Pobre pequeno menino homem

Por Fernanda Ferreira

Pobre pequeno menino homem com vontade de aparecer,

pobre pequeno menino homem que se deixou entorpecer,
por falácias já sabidas, 
por mania de querer ser,

pobre pequeno menino homem que sorrindo quis se engradecer,
deixando-se enganar facilmente
para um troféu também ter,

pobre pequeno menino homem que por histórias já batidas,
por ações que na sua vida poderia deixar passar,
mas, como ousar fugir de um padrão,
se na sociedade pretende ficar?

pobre garotinho feliz sorri com a ingenuidade que sua vontade te limitou,
achando-se esperto, caiu no conto mais certo que a fêmea um dia criou,

pobre pequeno menino homem retrata a manada que um dia rechaçou,

pobre coitado envaidecido, no lugar comum se instalou,
sem hesitar por um instante, não cogitou perder a amante,
que ciúme poderia lhe dar,

pobre pequeno menino homem tão mediano, quanto mundano,
de diferente foi o mais carente e previsível que se encontrou...

Rascunhado em 13/12/2014.

recolher meus cacos

Por Fernanda Ferreira

Você com sua vida eu com a minha, 
você no seu caminho e eu no meu,
tão opostos, tão singelos, tão distantes, tão silentes
você cada vez mais longe 
e aquilo que um dia fomos já não é mais,
e tudo aquilo que um dia sonhamos não nos cabe mais,
e todos os afagos que trocamos,
já não sentimos mais, 
nem todas as falas que falamos, ouvimos mais,
e agora que o fim quedou minhas esperanças?
e agora que tudo esta se desenhando mais distante? 
e agora?
como recolher os cacos se ainda cortam?
como versar a dor que ainda vibra?
como nutrir perdão e a aceitação que ainda não se apresentaram?
então é assim o final?
afinal, sua falta de olhar me consome,
sua decisão em seguir em frente me maltrata,
sua ausência de dor me sufoca,
queria você aqui sofrido,
queria você assim sentido,
com sua reação mais humana,
sua birra de criança me implorando para voltar,
mas é tudo tão injusto e doído,
saber que meu amor mais sincero foi só meu e não houve reciprocidade,
saber que amei sozinha, 
me consome saber que sem pudor você some,
e remorso não vejo lá.

Rascunhado em 12/07/2014.

o final é assim

Por Fernanda Ferreira

Então é assim...
então é isso,
então é só isso,
quando chega o fim é o final,
quando pega suas coisas é o final,
quando começa vida nova é o final,
quando substitui um amor por outro é o final,
é, bem assim?
ninguém me explicou, 
façam um manual por favor,
que preveja esse sofrer,
porque ninguém me falou que seria assim,
esse vazio enlouquecido dentro de mim,
gritando e uivando no abismo da ruptuda que criamos,
quem deixou ecoar? 

Rascunhado em 12/07/2014.

Fica vai

Por Fernanda Ferreira

E o que faço eu das nossas memórias?

como sofro menos se nossa história foi tão intensa, complexa e simples?

o que faço agora se o toque dos seus dedos encontrou os meus e se entrelaçaram?

volta vai, 
fica aqui, queira estar,

entra vai,
a casa é sua, sempre foi,

seca meu pranto,

me abraça vai,
que no seu abraço cabe o mundo,
o nosso mundo tão perfeito,

fica vai,
não foge mais de todo carinho
que tenho a oferecer.

chega perto vai,
sente o calor que eu guardei pra você.

Rascunhado em 02/06/2014.

Não tenha medo de se expor

Por Fernanda Ferreira

Não tenha medo de arriscar, de se expor,
afinal, de contas é preciso esforço para ser feliz,

não menospreze seu potencial,
pessoas como você brilham com sua luz própria,

não precisam roubar de ninguém.

Fisga minha isca e faz dela sua refeição, assim terei meu banquete.

Rascunhado em novembro 2013.

olhos marejados

Por Fernanda Ferreira


Os meus olhos marejados, estes você não vê,
não enxerga minhas lágrimas,
não se importa com meu ser,
nesta dor permaneço só,
sigo chorando, sangrando
como se meu sangue fosse fazer você ceder...


Rascunhado em dezembro 2013.

Não é fácil bancar um amor

Por Fernanda Ferreira

Não é fácil bancar um amor,
ah, isso não é não,
é preciso tempo, grande investimento,
com alto custo a pagar,
é preciso coragem
porque apesar da vantagem
há muito a abdicar,
é fundamental disposição,
porque apesar do coração,
há muito para tolerar,
compreender as diferenças,
aquelas tão amenas
que no correr do tempo,
teimam em crescer,
é necessário flexibilidade,
entender que a vaidade
do ego vai gritar,
é importante apreço pelo coletivo
e um endereço firmar.

para bancar um amor é importante respeito
e apesar do encontro de corpos perfeitos,
aceitar o espaço do outro,
deixar que possua privacidade
defender sua individualidade
para o casal florescer,
se enxergar dois no somos um,
e não deixar que a rotina
aquela malvada que entra como inquilina,
faça morada em nosso viver.

para bancar um amor,
é preciso  boa fé,
para crer no outro,
mesmo com o desgosto 
dele não ser como se idealizou.

para bancar um amor,
é preciso amizade
pra deixar a saudade
falar mais alto na relação...

Rascunhado em 28/11/2013



Um continho de amor

Por Fernanda Ferreira

Um dia ela viu a foto dele e se encantou, 
trocaram confidências e nas dele ela acreditou,
descobriu que o mundo ele havia desbravado e assim sonhou,
se tornar sua parceira de morada, 
sem grandes alardes, sem rompantes,
ela sonhadora se viu sua namorada,
seguia contente, pois nesse conto acreditou,
ele experiente pegou o que lhe interessava, 
e sem pestanejar zarpou...

Rascunhado em 05/03/2014.


Ironia do amor

Por Fernanda Ferreira

Olha só a ironia do amor...

Ele foi a fim dela e ela a fim do outro...
Ele ligando para ela e ela ligando pro outro...
Ele pensando nela no amanhecer e ela pensando no outro...
Ele imaginando os beijos dela e ela desejando os do outro...
Agora ele cutucou ela e ela cutucou o outro...
Que encanto um encontro casual dele com ela...
Que lástima pois não era o outro...

O Haiti é aqui

Por Fernanda Ferreira

Expulsem os brasileiros do Brasil, aqui lhes pertencem não!

Antes de qualquer argumento esclareço que sou a favor de um universo sem fronteiras, no qual cada cidadão do mundo tenha apenas origem, mas não parada. Acredito mesmo que todos nós deveriamos, poderiamos escolher onde morar, onde firmar territórios e de pronto se instalar, mas isso não é possível, seria necessário romper com todas as soberanias e fronteiras no mundo, e quem detém o poder de forma ditatorial não arriscaria ver-se sozinho, afinal, a quem subjulgaria? A si mesmo?

Em um mundo com tantas guerras territoriais instaladas e consolidadas na gana por invadir e dominar territórios alheios, minha ideia não passa de mera utopia mesmo, nada mais.

Deixo claro também, que não sou contra a ajuda humanitária entre pátrias e que sou a favor da solidariedade entre os povos, e quanto mais miscigenação melhor, a troca de cultura enriquece o homem e sua nação.

Mas, peraee... Descobrir um santo para cobrir outro não é um pouco demais?

Consolidar que somos um país que explora a mão de obra e desvaloriza a mais valia escancarando nossa casa não é um pouquinho demais?

O que há de humanitário em despachar pessoas de Estado a Estado, para ver quem pega essa batata quente?

A fim de minimizar essa situação os projetos para agregá-los não param de crescer, agora até bolsa haitiano estão disponibilizando, onde vamos parar? Quem vai arcar com essa bondade toda?

Me avisem quando será o evento de inauguração da República Federativa do Haiti - Brasil, porque dessa festa não quero estar fora.

O trabalhador brasileiro para expedir sua carteira de trabalho deve se deslocar de repartição a repartição, aguardar horário, retirar senhas para ser atendido, já para os haitianos no Brasil se formam força tarefa para otimizar o processo de imigração e emissão de documentos, mas e as questões migratórias como ficam?

A essa altura compensa mais ser haitiano então. Calma, não digo que não se deva ter interesse humanitário na causa e que o país possuindo condições não deva auxiliar, porém o interesse humanitário não deve se sobrepor ao interesse social dos nativos.

E nós, pobres brasileiros e nosso interesse social, por uma sociedade mais justa e igualitária, capaz de suprir nossas necessidades.

Para conseguir trabalho o brasileiro precisa acordar cedo se dirigir a um posto de emprego e concorrer as vagas disponíveis. Agora os haitianos, instalados a disposição plena em alojamentos específicos precisam apenas acordar, pois o emprego já esta lá disponível, prontinho para ele.

Por óbvio que são subempregos em sua maioria, por óbvio que não é fácil o recomeço para eles, mas se existem regras para imigração que tal nossa pátria mãe gentil segui-las, só um pouquinho para variar.

O assunto é delicado demais e os outros estrangeiros instalados de maneira irregular, explorados a exaustão, como os bolivianos por exemplo. Se o acolhimento for integral dessas pessoas ou de qualquer estrangeiro que se achegar como ficará o país, como ficaremos nós?

Será que a máxima de que santo de casa não faz milagres será ratificada por nossa soberania nacional? Será?

Rascunhado em 13/05/2014.

vai drama

Por Fernanda Ferreira

Mi mi mi mi mi vai drama...

Sai logo daqui...

Nem vem que hoje eu quero sorrir...

Sites de relacionamento II

Por Fernanda Ferreira

Ainda sobre sites de relacionamentos...

Ao se inscrever nesses sites a sensação é de carne no açougue, parece produto a se oferecer, mas na verdade qual a diferença do que se faz ao sair as ruas perfumadas, maquiadas, salto alto e nos trinques?

Estamos também disponíveis a novos encontros, a novos olhares, a novas conversas porque então, todo esse preconceito, toda essa distância com o mundo virtual?

Algumas pessoas apesar de inscritas tem vergonha de assumir, como se lá fosse um local profano, com pessoas indesejáveis, mas longe disso...

Por óbvio que a impessoalidade do ciber mundo faz algumas pessoas se encorajarem a ser desrespeitosas, indecorosas ou pervertidas, mas não são todos, e no mundo real os inconvenientes também estão.

Compreendo que a facilidade em saber se estamos sendo correspondidos é maior quando recebemos um like do outro, mas uma troca de olhares não nos conforta também, nos dando a segurança para iniciar uma conversa?

Entendo que a facilidade de reservar possíveis pretendentes como quem reserva o pão na padaria, também faz parecer vulgar para alguns, mas se estamos presentes sempre aos mesmos locais, também não é assim que agimos? Não deixamos algumas pessoas na reserva para nos socorrer caso o escolhido não seja tão encantado assim?

Enfim, a facilidade dos primeiros contatos, a sagacidade das primeiras investidas deixam o ambiente um pouco mais ameno e no final das contas tanto no virtual quanto no real os conflitos, encontros e desencontros sempre existiram, afinal são os componentes são sempre os mesmos, PESSOAS e estas, ah, estas tem jeito não!

 Rascunhado em 09/03/2014.

Sites de relacionamento

Por Fernanda Ferreira

Sabe o que aprendi nesses sites de relacionamento?

Que não importa muito quantos babacas passarão por você, algum dia pessoas melhores surgiram.

É, elas existem sim e estão também por aí a procura de pessoas interessantes, de gente verdadeira que arrisque a viver.

Viver relações mais humanas, sinceras, insanas como já não poderiam crer.

Essas pessoas bacanas, reais e dignas querem a tudo ver.

E assim como eu, se arriscam se expondo sem nada a temer.

Rascunhado em 09/03/2014.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O continuismo tem que continuar...

Por Fernanda Ferreira

Velhos hábitos são assim ficam enraizados, impregnados em todos, sem dó.

Homens com quarenta agem sim como se quinze tivessem, quando se trata de relacionamento deixam vir a tona todo cinismo e libertinagem da adolescência.

De que basta a maturidade etária se a emocional não se faz presente?

As premissas obsoletas tão intrínsecas, tão perpetuadas, tão atuais são mantidas e divididas em categorias: mulher pra casar, mulher pra trepar. Atenção: "nunca se apaixonem por aquela que te dá na primeira noite porque não servirão para criar seus filhos, cuidado, não vá ser bobo delas."

E a objetização da mulher nasce, cresce, cresce, cresce e jamais morre...aquela que será o eterno troféu a ostentar na sociedade, o bibelô perfeito para carregar, o acessório perfeito que orna com tudo... Pobres coitados, pobres coitadas...

Como não reinar a continuidade dos velhos cliclês quando nos deixamos sucumbir por aquela que não se encaixa em nossa moral distorcida, preenchendo requisitos arcaicos e indelével na natureza dessa sociedade hipócrita?

Perdem-se pessoas boas e especiais, por medo do que virá depois, se você aceitar o novo na sua vida vai precisar sobreviver com o inesperado, com o imprevisível, e não é isso que a gente busca, afinal, o novo dá trabalho.

O imprevisível assusta fazendo revelações importantes, pois nos revela o que não sabemos ser de nós mesmos e como conviver com isso? 

Rascunhado em 27/03/2014.

lá fora

Por Fernanda Ferreira

O resto do mundo lá fora é isso só o resto, porque o complexo, o completo esta aqui mirando minhas partes...

Neste momento todo o mundo é isso aqui perfeito, repleto, inteiro...

O resto não me interessa vamos lá tenho pressa,me mostre o universo...

Porque vou procurar o que pode me surpreender se o meu mundo se preencheu no momento em que vi você...

Seu toque fez tudo em mim se estremecer, tudo em mim se encaixou quando meu mundo não foi mais o resto, e deste me fez esquecer...  

Rascunhado em 27/03/2014.

As relações humanas

Por Fernanda Ferreira

As relações humanas parecem descartáveis até que a gente pára e observa que o mundo virtual nada mais é do que o reflexo do mundo real.

Tudo que fazemos ou falamos estão lá tanto quanto estão aqui.

As bobagens que são ditas, os silêncios que são guardados, tudo se reflete ali.

Nossas construções humanas de alguém que gostariamos de ser...

Nossas intenções constantes de fazer resplandecer pessoas que nos façam importantes...

Enfim, estão lá e estão aqui também, mas espera aí, lá não é virtual, porque então deixamos ser tão real e esquecemos de viver? 

Rascunhado em 09/03/2014.

A borboleta que há em mim...

Por Fernanda Ferreira

Que lindo sem me dar conta pensei num símbolo que me representasse e olha só, desenhei uma borboleta e qual não foi minha surpresa quando li que simboliza a alma em transformação, insconstância, felicidade, efemeridade...

Deixar o casulo e voar...

Assim sou eu neste momento, por razões diversas estou deixando meu casulo e alçando voos que nem havia me dado conta do quão longe poderia chegar...

Rascunhado em 09/03/2014.

Não combina comigo

Por Fernanda Ferreira

Eu estava aqui e você nem me percebeu...

Eu estava aqui e você nem me tocou...

Tudo foi só ilusão, nossa edificação era de areia e ruiu...

Nosso castelo desmoronou, meus sonhos foram frustrados...

Acreditei na fantasia, na linda história de amor que criei e você alimentou...

Quanta maldade...

O fato de eu pedir menos, gastar menos, exigir menos não significa que eu mereça menos...

Longe disso...

Essa roupa não me veste, não me cai bem, não combina comigo...

Vou encontrar um alguém mais apropriado...

Um amor assim inventado que orne mais com minha gana de viver...


sábado, 3 de janeiro de 2015

O olhar que não me reflete.

Por Fernanda Ferreira

O vazio que se instala em seu olhar as vezes revela a vontade de estar num lugar que não é aquele no qual se está...

As vezes pela facilidade de se viver o que se vive agora, se instala no conforto da solidão e do desejo de se viver aquela outra vida imaginada, sentida, aquela mesma que se reflete no vazio daqueles olhos que estão em algum lugar, outro lugar...

Se as montanhas estão intransponíveis agora que tal contorná-las, mais tempo levará para superar, contudo você vai conseguir.

Cuidado, porque você muitas vezes aparenta vontade mas é só rompante, parece desejo mas é só lampejo da vida que não viveu, da vida que esqueceu, deixada lá no vazio silencioso onde nem uivos se ouve, do olhar que me lança no qual não me reflete, não me vejo, não me enxerga...

Rascunhado em 26/03/2014.

Essa retórica...

Por Fernanda Ferreira

Seguia caminhando distraída por um lado e do outro você me notava,

Que estranho quase deixei passar, que alívio você se fez notar...

Por que então me preocupar com o resto do mundo com tudo que tem para usufruir dos demais, se para mim você é o próprio mundo tão intenso, tão imenso, que faz refletir, toda a imensidão desse mundão que deixo de usar?

Por que sentir outros toques se o seu me alcança, se o seu me lança nas nuvens sem remorso, sem medo do que estou a perder supostamente?

Se perder é não ter aquilo que se teve um dia qual o sentido de buscar algo que nem existe mais, se com você consigo ver toda a constelação e vastidão.

Quando me pergunta porque ficaria com o primeiro depois do último, pergunte-se por que ficaria com todos os demais se o primeiro esta aqui completo, intenso, verdadeiro, com suas loucuras, complexidades, real.

Você tem medo do que pode estar perdendo?

Não, eu tenho medo do que posso deixar de viver, sentir, aqui dentro enquanto olho lá pra fora!

Isso sim me assusta, enxergar nos outros algo que não me alcança por que tenho freneticamente que cumprir um ritual de desapego imposto para satisfazer a sociedade, quando é apegada que quero estar...

Qual a intenção de olhar para fora atrás de tantos outros se basta esse para me fazer sentir o mundo inteiro.

É natural nas relações buscar razões para justificar nossas atitudes, contudo elas estão ali, simples, práticas, reais... 

Explicado está quando não se explica muito, essa retórica talvez não se explique, essa retórica talvez apenas se vive, com maior ou menor fervor, talvez essa retórica não tenha muito de lá, nem tanto de cá... 

Rascunhado em 26/03/2014.

homens x mulheres e a rinha continua...

Por Fernanda Ferreira

A rinha feministas x machistas assim se perpetua no mundo...

Homens que nos tolhem dizendo: "lugar de mulher", mulheres que reiteram afirmando: "isso não é papel de homem" mas quanta discrepância minha gente!

Homens possuem suas particularidades quem mandou seu órgão ser exposto!? e mais ainda porque prenuncia sua protuberância quando estimulado.

Levam suas crianças meninos a fazerem xixi onde e quando quiserem afinal é só por pra fora e esguichar...

Agora com as meninas isso não é possível, isso não é direito, "segura menina"...

E não é assim que a sociedade se norteia, homens avante seu membro enrijeceu, mulheres caladinhas, mantenham o que lhes cabem em suas calcinhas?

Observando a evolução social a mulher chegou lá, se tornou um ser produtivo com direitos e tal mas ratificam e reiteram seus velhos clichês ao criar seus filhos, porque estes vão pro mundo e o mundo não é de todos nós?

Oras, pensemos então, qual o sentido de repetir comportamentos que nos fazem mal geram polêmicas e no final nos ressentimos uns com os outros num ciclo sem fim, eternamente eles versus elas e vice e versa?

Do que adianta tantos conceitos se repetiremos as mesmas ações, as velhas atitudes seguiram sem parada sem perdão?

A fórmula é tão simples quanto comer arroz e feijão, você pensa, age como quer agir, agiu, agora assume as consequências de tudo que não planejou mas que sua convicão te fez seguir, vá sempre em frente, temendo e sofrendo todos os males por honrar com sua moral, com seus ideiais, mas a mudança não vem de lá ou de outro, você é o agente da evolução que quer na sociedade, você é o agente dos porquês que seus filhos vão indagar, das alterações que vão vivenciar, sem rubor e com muita dor.

Por óbvio que fácil não será, Mudar, sair da sua zona de conforto mental que te protege usar a liberdade de expressão constitucionalmente garantida, remar contra a maré, seguir no contra fluxo social e quem disse que seria?

Mas não esta aí a magnitude da vida, o transformar de opinões, a quebra de paradigmas?

Então, avante meus amigos, porque lugar de mulher é onde ela quiser...E quiçá ela queira!

Rascunhado em 27/03/2014.
 


O ciclo da vida

Por Fernanda Ferreira
A morte existe a gente sabe disso, mas quando finda é tão trágico, tão triste,
como se não houvesse aviso prévio, como se fosse algo desconhecido, dói tanto...

A vida acaba a gente sabe disso, mas quando as pessoas, as nossas pessoas se vão é sempre tão repentino,é sempre tão dramático, dói tanto...

Buscamos conforto nas religiões, aliás as vejo como grandes aliadas do ser humano, o que seria de nós se não tivessemos o conforto da imagem de que a pessoa, a nossa pessoa agora descansa em paz, ou que Deus vai confortar o coração de quem fica, e fornecer o alento necessário, ou que agora a nossa pessoa vai nos guardar do céu, ou que findou seu sofrimento...

Ah, se não fossem nossas fantásticas criações humanas para nos confortar...

Se não fosse o abraço apertado, o conforto silencioso, o olhar carinhoso de acolhimento...

Se não fossem as lembranças, santa memória, que teima em nos fazer sorrir neste momento de tamanho pesar, com as memórias de alegrias que nossa pessoa nos deixou...

Ah, a memória, santo remédio, reconfortante,

Ah, as lembranças, dos sorrisos, do olhar, dos segredinhos, das broncas, das chatices...
quantas... tantas... lembranças que nos confortam a alma, nos deixam chorar pelo que não teremos mais, por quem não veremos mais...

A minha maricotinha se foi, a vó do coração, que pena...

Restou a falta do último abraço que não houve, da última conversa, enfim do último sorriso...dói tanto...