Reverbera Comigo

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O continuismo tem que continuar...

Por Fernanda Ferreira

Velhos hábitos são assim ficam enraizados, impregnados em todos, sem dó.

Homens com quarenta agem sim como se quinze tivessem, quando se trata de relacionamento deixam vir a tona todo cinismo e libertinagem da adolescência.

De que basta a maturidade etária se a emocional não se faz presente?

As premissas obsoletas tão intrínsecas, tão perpetuadas, tão atuais são mantidas e divididas em categorias: mulher pra casar, mulher pra trepar. Atenção: "nunca se apaixonem por aquela que te dá na primeira noite porque não servirão para criar seus filhos, cuidado, não vá ser bobo delas."

E a objetização da mulher nasce, cresce, cresce, cresce e jamais morre...aquela que será o eterno troféu a ostentar na sociedade, o bibelô perfeito para carregar, o acessório perfeito que orna com tudo... Pobres coitados, pobres coitadas...

Como não reinar a continuidade dos velhos cliclês quando nos deixamos sucumbir por aquela que não se encaixa em nossa moral distorcida, preenchendo requisitos arcaicos e indelével na natureza dessa sociedade hipócrita?

Perdem-se pessoas boas e especiais, por medo do que virá depois, se você aceitar o novo na sua vida vai precisar sobreviver com o inesperado, com o imprevisível, e não é isso que a gente busca, afinal, o novo dá trabalho.

O imprevisível assusta fazendo revelações importantes, pois nos revela o que não sabemos ser de nós mesmos e como conviver com isso? 

Rascunhado em 27/03/2014.

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