Por Fernanda Ferreira
Velhos hábitos são assim ficam enraizados, impregnados em todos, sem dó.
Homens com quarenta agem sim como se quinze tivessem, quando se trata de relacionamento deixam vir a tona todo cinismo e libertinagem da adolescência.
De que basta a maturidade etária se a emocional não se faz presente?
As premissas obsoletas tão intrínsecas, tão perpetuadas, tão atuais são mantidas e divididas em categorias: mulher pra casar, mulher pra trepar. Atenção: "nunca se apaixonem por aquela que te dá na primeira noite porque não servirão para criar seus filhos, cuidado, não vá ser bobo delas."
E a objetização da mulher nasce, cresce, cresce, cresce e jamais morre...aquela que será o eterno troféu a ostentar na sociedade, o bibelô perfeito para carregar, o acessório perfeito que orna com tudo... Pobres coitados, pobres coitadas...
Como não reinar a continuidade dos velhos cliclês quando nos deixamos sucumbir por aquela que não se encaixa em nossa moral distorcida, preenchendo requisitos arcaicos e indelével na natureza dessa sociedade hipócrita?
Perdem-se pessoas boas e especiais, por medo do que virá depois, se você aceitar o novo na sua vida vai precisar sobreviver com o inesperado, com o imprevisível, e não é isso que a gente busca, afinal, o novo dá trabalho.
O imprevisível assusta fazendo revelações importantes, pois nos revela o que não sabemos ser de nós mesmos e como conviver com isso?
Rascunhado em 27/03/2014.
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