Por Fernanda Ferreira
A morte existe a gente sabe disso, mas quando finda é tão trágico, tão triste,
como se não houvesse aviso prévio, como se fosse algo desconhecido, dói tanto...
A vida acaba a gente sabe disso, mas quando as pessoas, as nossas pessoas se vão é sempre tão repentino,é sempre tão dramático, dói tanto...
Buscamos conforto nas religiões, aliás as vejo como grandes aliadas do ser humano, o que seria de nós se não tivessemos o conforto da imagem de que a pessoa, a nossa pessoa agora descansa em paz, ou que Deus vai confortar o coração de quem fica, e fornecer o alento necessário, ou que agora a nossa pessoa vai nos guardar do céu, ou que findou seu sofrimento...
Ah, se não fossem nossas fantásticas criações humanas para nos confortar...
Se não fosse o abraço apertado, o conforto silencioso, o olhar carinhoso de acolhimento...
Se não fossem as lembranças, santa memória, que teima em nos fazer sorrir neste momento de tamanho pesar, com as memórias de alegrias que nossa pessoa nos deixou...
Ah, a memória, santo remédio, reconfortante,
Ah, as lembranças, dos sorrisos, do olhar, dos segredinhos, das broncas, das chatices...
quantas... tantas... lembranças que nos confortam a alma, nos deixam chorar pelo que não teremos mais, por quem não veremos mais...
A minha maricotinha se foi, a vó do coração, que pena...
Restou a falta do último abraço que não houve, da última conversa, enfim do último sorriso...dói tanto...
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