Reverbera Comigo

sábado, 3 de janeiro de 2015

Essa retórica...

Por Fernanda Ferreira

Seguia caminhando distraída por um lado e do outro você me notava,

Que estranho quase deixei passar, que alívio você se fez notar...

Por que então me preocupar com o resto do mundo com tudo que tem para usufruir dos demais, se para mim você é o próprio mundo tão intenso, tão imenso, que faz refletir, toda a imensidão desse mundão que deixo de usar?

Por que sentir outros toques se o seu me alcança, se o seu me lança nas nuvens sem remorso, sem medo do que estou a perder supostamente?

Se perder é não ter aquilo que se teve um dia qual o sentido de buscar algo que nem existe mais, se com você consigo ver toda a constelação e vastidão.

Quando me pergunta porque ficaria com o primeiro depois do último, pergunte-se por que ficaria com todos os demais se o primeiro esta aqui completo, intenso, verdadeiro, com suas loucuras, complexidades, real.

Você tem medo do que pode estar perdendo?

Não, eu tenho medo do que posso deixar de viver, sentir, aqui dentro enquanto olho lá pra fora!

Isso sim me assusta, enxergar nos outros algo que não me alcança por que tenho freneticamente que cumprir um ritual de desapego imposto para satisfazer a sociedade, quando é apegada que quero estar...

Qual a intenção de olhar para fora atrás de tantos outros se basta esse para me fazer sentir o mundo inteiro.

É natural nas relações buscar razões para justificar nossas atitudes, contudo elas estão ali, simples, práticas, reais... 

Explicado está quando não se explica muito, essa retórica talvez não se explique, essa retórica talvez apenas se vive, com maior ou menor fervor, talvez essa retórica não tenha muito de lá, nem tanto de cá... 

Rascunhado em 26/03/2014.

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