Reverbera Comigo

sábado, 24 de janeiro de 2015

O Haiti é aqui

Por Fernanda Ferreira

Expulsem os brasileiros do Brasil, aqui lhes pertencem não!

Antes de qualquer argumento esclareço que sou a favor de um universo sem fronteiras, no qual cada cidadão do mundo tenha apenas origem, mas não parada. Acredito mesmo que todos nós deveriamos, poderiamos escolher onde morar, onde firmar territórios e de pronto se instalar, mas isso não é possível, seria necessário romper com todas as soberanias e fronteiras no mundo, e quem detém o poder de forma ditatorial não arriscaria ver-se sozinho, afinal, a quem subjulgaria? A si mesmo?

Em um mundo com tantas guerras territoriais instaladas e consolidadas na gana por invadir e dominar territórios alheios, minha ideia não passa de mera utopia mesmo, nada mais.

Deixo claro também, que não sou contra a ajuda humanitária entre pátrias e que sou a favor da solidariedade entre os povos, e quanto mais miscigenação melhor, a troca de cultura enriquece o homem e sua nação.

Mas, peraee... Descobrir um santo para cobrir outro não é um pouco demais?

Consolidar que somos um país que explora a mão de obra e desvaloriza a mais valia escancarando nossa casa não é um pouquinho demais?

O que há de humanitário em despachar pessoas de Estado a Estado, para ver quem pega essa batata quente?

A fim de minimizar essa situação os projetos para agregá-los não param de crescer, agora até bolsa haitiano estão disponibilizando, onde vamos parar? Quem vai arcar com essa bondade toda?

Me avisem quando será o evento de inauguração da República Federativa do Haiti - Brasil, porque dessa festa não quero estar fora.

O trabalhador brasileiro para expedir sua carteira de trabalho deve se deslocar de repartição a repartição, aguardar horário, retirar senhas para ser atendido, já para os haitianos no Brasil se formam força tarefa para otimizar o processo de imigração e emissão de documentos, mas e as questões migratórias como ficam?

A essa altura compensa mais ser haitiano então. Calma, não digo que não se deva ter interesse humanitário na causa e que o país possuindo condições não deva auxiliar, porém o interesse humanitário não deve se sobrepor ao interesse social dos nativos.

E nós, pobres brasileiros e nosso interesse social, por uma sociedade mais justa e igualitária, capaz de suprir nossas necessidades.

Para conseguir trabalho o brasileiro precisa acordar cedo se dirigir a um posto de emprego e concorrer as vagas disponíveis. Agora os haitianos, instalados a disposição plena em alojamentos específicos precisam apenas acordar, pois o emprego já esta lá disponível, prontinho para ele.

Por óbvio que são subempregos em sua maioria, por óbvio que não é fácil o recomeço para eles, mas se existem regras para imigração que tal nossa pátria mãe gentil segui-las, só um pouquinho para variar.

O assunto é delicado demais e os outros estrangeiros instalados de maneira irregular, explorados a exaustão, como os bolivianos por exemplo. Se o acolhimento for integral dessas pessoas ou de qualquer estrangeiro que se achegar como ficará o país, como ficaremos nós?

Será que a máxima de que santo de casa não faz milagres será ratificada por nossa soberania nacional? Será?

Rascunhado em 13/05/2014.

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