Reverbera Comigo

sábado, 14 de março de 2015

Ostracismo?

Por Fernanda Ferreira



Há tempos o País sustenta o PMDB que possui em seu corpo pessoas de bem, contudo muito mais pessoas envolvidas em esquemas e afins, seria só mais uma história comum do nosso dia a dia político bem como o é em grande parte dos partidos do Brasil, com seus jogos de interesse e poder, ganha ganha, pautas vendidas e tal se não fosse por um detalhe dos mais significativos. 

Na escala sucessória o PMDB que se articulou baixinho, comendo o migau pelas bordas, aproximando-se só de quem lhe convinha e quando lhe interessava, é hoje o partido que dominará o País em caso de impeachment seja, pela vice presidência Michel Temer, pela presidência da Câmara Eduardo Cunha ou presidência do Senado Renan Calheiros.

Esse processo de ostracismo aplicado a Dilma já há algum tempo vem evidenciando as articulações sordidas de seus manipuladores.

Primeiro a deixam isoladamente,  como num kamicaze, tomar decisões impopulares, contrariando e contradizendo tudo o que vendeu na campanha, em seguida vem a público rechaçar todas as propostas como se muito interessados estivessem e por fim dizem seu preço e aprovam sem cerimônia e sem vetos o que antes rebatiam.

Por óbvio que sabemos que o PT e a Presidente nada possuem de ingenuidade, claro que não, mas imaginar uma candidata eleita legitimamente sair por uma mobilização golpista para que no lugar entrem outros com ideologias das mais sórdidas, confesso me arrepia.

Alguém aí já esqueceu quanto de participação política o PMDB manteve durante o mandato do FHC? Se sim, vá se informar.

Exatamente, seja com Deus ou com o Diabo o PMDB estará sempre no meio de quem tem maior representatividade mesmo, quem poderá lhe conceder os melhores cargos políticos, enfim, quem lhe oferecer a janelinha.


E o povo? Ah, o povo que se lasque não sabe votar!

Até quando? 

Que medo!



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