Por Fernanda Ferreira
Na boa, tivemos um movimento belissimo em 2013 com as ruas tomadas, bandeiras hasteadas e qual o resultado daquilo?
O objetivo era a redução das tarifas de transportes públicos e depois já não era mais e o grande slogan que ficou foi: "não é só pelos 0,20 centavos".
Bom, de prático obtivemos a atenção de nossos governantes que ficaram com medinho é verdade e recuaram em algumas de suas aberrações legislativas. Em 2015 a figura do passe livre entra em vigor. E este era o objetivo inicial provando que se há uma pauta, uma liderança o clamor social não vira mero eco nacional.
Contudo, de todo aquele levante, de todos aqueles punhos erguidos restaram o desastre da perda de foco, da necessidade de um continuismo militante que se quedou não por falta de vontade popular é bem da verdade, mas pela mera ausência de quem se levantasse e orquestrasse projetos viáveis para uma reestruturação social, política e jurídica. Não houve, não há!
Ao final eram, erámos apenas zumbis transitando atrás de algo que nem sequer tinhamos consciência do que. As entrevistas populares da época confirmam isso e cada qual estava na rua por um interesse próprio.
Os debates em sala de aula cessaram, quiça existiram, o calor das vontades esfriou e pouco a pouco o gigante voltou a adormecer.
As eleições provaram que o gigante deitou em berço esplêndido e lá se alinhou dormindo um soninho de príncipe, afinal, poucas mudanças significativas ocorreram.
Durante as eleições em 2014 nas quais deveriamos colher os resultados do ano anterior, apenas nos restaram desfazer amizades, trocar ofensas, odiar quem nunca vimos na vida pelo simples fato de ter uma opinião divergente da nossa. Foi simplesmente o discurso do ódio, do bem contra o mal, do rico contra o pobre e mais uma vez a maioria zumbi seguiu repetindo e reproduzindo o que nem sequer parou para refletir.
Agora a geral "The Walking Dead" intitulada "elite branca" sairá as ruas gritando "fora Dilma", "Impeachment", "mais segurança", "mais água", "mais educação", "reforma política" blá, blá, blá enfim, confundindo institutos, competências pelo simples fato de não saberem o que é instituto ou competência, sem nem sequer ao menos se inferirem o que de fato querem, do que de fato precisam.
A crise na educação é tamanha que as pessoas simplesmente sairão as ruas, pacificamente é o que se espera, porém mais uma vez cada qual com seu objetivo individual, com seu ideal particular.
E o pior neste momento é que diferente de 2013 quando um grupo de jovens, que ainda não sabiam fazer política mobilizaram multidões agora estamos diante de políticos profissionais, que se elegem e se mantém no poder às custas da ignorância do povo, lambuzando-se do poder emanado por ele sem cerimônia, sem pudor.
E aí meus amigos, veremos cartazes escritos: "não é só pelo impeachment"... Lamentável!
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