Por Fernanda Ferreira
O que me importa o que há no mundo, se tudo que me basta cabe nesse quarto agora?
cabe no seu toque, no seu olhar e isso me basta?
o que me importam as experiências passadas se o que significa realmente beija minha boca e me faz ficar assim, boba?
o que me importam as ilusões que deixei de viver com outros se minha realidade agora beija minhas partes e me faz estremecer?
o que me importam os que deixei de conhecer se explorando seu corpo agora desbravo o mundo todo e isso me basta?
viver na expectativa do que esta por vir, limita a fruição do que tenho aqui, pronto, único, verdadeiro e real...
as pessoas ficam no contentamento do que gostariam e esquecem o que deveria importar.
as relações amorosas tornaram-se contatos virtuais, distantes, e fugazes apenas.
o excesso de informações fez com que as pessoas simplesmente abrissem milhares de abas e como tal ficam/vivem superficialmente cada aba sem delas aproveitar tudo de melhor.
Esquecem que o tempo é único que assim também os são as pessoas...
Nessa busca frenética da próxima aba, da próxima informação esquecem de vivenciar, de sentir, ou até mesmo simplesmente contemplar tudo que tem aqui...
mais pessoas agitadas, neuróticas, ansiosas com o que estão perdendo não percebem que estão perdendo exatamente o que estão deixando de ganhar, de viver...
e viver é tão fácil, é tão simples, é tão importante...
quando não for mais importante o que eu tenho ou o onde estou as relações serão mais fáceis a vida será mais fácil.
tudo será palpável, nós vamos nos bastar sem usar a filosofia da mediocridade para justificar nossa exclusividade e dedicação; mas sim porque o mundo somos todos nós em sua plenitude.
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