Reverbera Comigo

sexta-feira, 7 de março de 2014

Quando do seu abraço...

Por Fernanda Ferreira

Quando me abraçou, eu percebi, já sabia que estava se despedindo...
pude sentir no olhar que desviou, a distância ali deixada...
Quando seus braços se abriram, notei sua aflição em não me magoar,
não era nada pessoal, era apenas seu hábito, se perpetuando em suas relações,
era apenas seu instinto, tentando deixá-lo livre, para não mais desenvolver seu apego...
quando se aproximou, me fiz de inocente, não queria crer no que se fazia presente...
o adeus que você nunca falou...
quando seu corpo tocou o meu e seu abraço me pertenceu sabia que era último...
sentia ser o derradeiro, mas confesso relutei em aceitar...
que toda aquela sintonia, que toda aquela energia apenas era vulgar...
não que fosse para sempre, não que fosse constante, apenas não queria crer no fim,
não naquele instante, não daquele jeito...
quando você me abraçou senti uma certa piedade da sua parte por me ver naquele dia tão entregue...
e sem a menor chance de viver aquele amor...
a compatibilidade das almas, a entrega da calma tudo aquilo acabou...
quando conseguiu me soltar, estava pago seu agrado, pronto, segue agora, pois, pra você tudo acabou...
passa, segue adiante, vá buscar um novo romance pois, este já se findou...

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